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Violência no Desporto: incidentes no futebol profissional desceram quase 37% até janeiro

Pirotecnia ilegal domina multas no futebol e motiva campanha de sensibilização
• Foto: José Gageiro/Movephoto

O número de incidentes de violência nas competições profissionais de futebol caiu quase 37% até 4 de janeiro, revelou o Ponto Nacional de Informação Desportiva (PNID) da PSP que alerta, no entanto, para o crescimento dos 'casuals' em Portugal.

Segundo os dados oficiais do PNID apurados até 4 janeiro - a primeira volta das competições profissionais de futebol - o número global de incidentes diminuiu de 3.096 para 1.951 ocorrências, representando uma diminuição de cerca de 37%.

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"É uma redução bastante significativa em todas as áreas", sublinha Comissário Gonçalo Pereira, coordenador do PNID, destacando a queda na pirotecnia (de 2.014 para 1.225 casos), nas ofensas à integridade física (de 50 para 42), nas injúrias e ameaças (de 64 para 44), e as participações em rixa, que caíram de 15 incidentes para apenas um no período homólogo.

"No que se refere aos incidentes de incentivo à violência, racismo e xenofobia, passámos de 30 ocorrências para apenas 21", adiantou ainda.

Apesar do cenário encorajador, que coloca Portugal como um "caso de estudo positivo", o país, alerta o responsável, não é imune ao crescimento silencioso e perigoso do fenómeno 'Casual '- cujos membros utilizam a descrição para fugir ao controlo policial, focando-se exclusivamente no confronto e na alteração da ordem pública.

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"Estes grupos organizados de adeptos, que muitas vezes trajam de preto para se evadirem à deteção policial, têm o foco na violência e não no apoio ao clube", explicou o coordenador do PNID, referindo que o movimento está em crescimento e exige uma monitorização apertada.

"É um fenómeno em crescimento", disse, referindo que Portugal segue uma tendência europeia.

Até 22 de fevereiro, Portugal tinha 437 adeptos interditos de aceder a recintos desportivos. Este número, que centraliza decisões judiciais e da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD), é visto como uma ferramenta essencial, mas não única.

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Com o Mundial de 2030 no horizonte, a PSP intensificou a cooperação internacional e a formação de "Spotters" --- agentes especializados que atuam na mediação e recolha de informações.

"O papel das interdições é importante, mas a resposta eficaz passa pela combinação de prevenção, diálogo e uma resposta firme quando a ordem é colocada em causa", afirma o Comissário Gonçalo Pereira.

Por Lusa
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