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Duarte Gomes: «Falar de jantares é tão redutor quanto ofensivo»

• Foto: Rui Minderico

Duarte Gomes abordou a questão das ofertas do Benfica aos árbitros, esclarecendo que não vê tal ato como uma tentativa de influência sobre os juizes.

"Estou absolutamente convicto de que nenhum árbitro interpretou dessa forma. Conheço os meus colegas, conheço a sua integridade. Estamos a falar de chefes de família, pais, filhos, maridos, irmãos de alguém. Pessoas com vida pública transparente. Somos os únicos agentes desportivos obrigados a preencher declarações de interesses no final de cada época, com tudo o que são acréscimos do nosso património, seja financeiro ou de bens materiais. A nossa vida financeira é uma carta aberta para quem quiser consultar, não há sinais exteriores de riqueza sem ser aquela que vem do nosso rendimento. Falar de jantares ou de almoços é tao redutor quanto ofensivo", referiu em entrevista à Renascença.

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O antigo árbitro explicou ainda que as sanções para quem lança duras críticas à arbitragem deveriam ir mais longe: "Acho que as sanções deviam ser francamente mais pesadas, porque são dissuasoras quando assim acontece, como noutros campeonatos. Qual seria a melhor sanção? Seria apenas uma que o privasse de fazer o que mais gosta, que é estar no banco, que é exercer a sua função. Já acontece, mas não acontece por seis meses, não acontece por um ano, nem acontece com muitos milhares de euros".

Por Luís Miroto Simões
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