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Vasco Santos, o árbitro do polémico V. Setúbal-Sporting, é um dos pioneiros da arbitragem profissional em Portugal embora não integre o atual grupo de nove árbitros, todos internacionais, que estão incluído no projeto de profissionalização.
O árbitro natural de Gaia, de 36 anos, estreou-se na 1.ª categoria na época de 2006/2007 e chegou a ser apontado como um dos valores emergentes mas hoje, com 36 anos, já não tem qualquer hipótese de atingir o estatuto de profissional.
O árbitro que recentemente assinalou uma grande penalidade no Estádio do Dragão a favor do Estoril declarou durante muitos anos a atividade de estudante mas a verdade é que vive exclusivamente da arbitragem. Pode dizer-se, por isso, que personificou uma espécie de experiência piloto no que à profissionalização dos árbitros diz respeito, tendo pela frente ainda nove épocas de atividade.
No Bonfim, Vasco Santos esteve acompanhado por dois dos mais experientes árbitros assistentes. Um deles foi João Santos, árbitro que se despediu dos jogos internacionais esta época e que em maio termina a sua carreira. Curiosamente, João Santos, que acompanhou Olegário Benquerença no Mundial 2010, foi indicado como árbitro assistente número dois, tendo sido o seu colega Alexandre Freitas o protagonista do golo validado a Slimani e do golo invalidado a Adrien. Trata-se de um árbitro assistente também muito experiente mas que nunca atingiu o estatuto de internacional. Freitas é natural do Marco de Canaveses e enfermeiro num hospital do Porto.