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Arbitragem ao Raio X: Um dérbi de emoções fortes

• Foto: Fernando Ferreira

Esta jornada fica marcada pelo dérbi da 2ª Circular, pautado pelo respeito e entrega dentro de campo, contrastando com comportamentos condenáveis fora dele. Jogo emotivo, muitas vezes bem jogado e com resultado incerto nos 90 minutos. A indústria do futebol ficou a ganhar e demonstrámos que no nosso país há jogos de qualidade, onde pode imperar o respeito e o fair play entre os artistas, ou seja, os jogadores. Menos qualidade teve o trabalho da equipa de arbitragem, liderada por Jorge Sousa (na foto). Entre bolas de papel e um penálti, passando por cartões não exibidos e faltas por assinalar, não conseguiu ser o árbitro a que nos habituou, acusando a falta destes grandes jogos. Habituado a grandes palcos, acusou a falta de ritmo, consequência de um ano atribulado, com uma lesão que o ‘afastou’ da classificação da época passada. Ainda assim, não tenho dúvidas de que estivemos na presença do melhor árbitro português da atualidade, que facilmente se justifica pelo seu passado ‘quase’ brilhante.

Tivemos neste jogo a polémica das mãos na bola e/ou bola na mão, situações sempre difíceis de analisar e decidir com precisão, abrindo-se a discussão da interpretação se é ou não deliberado, conforme ditam as regras. A verdade é que os melhores árbitros definem-se pelas boas decisões em situações complicadas como estas. Os jogos ganham-se pelos golos marcados e neste não existiu nenhum mal anulado ou não validado, por isso não houve influência direta no resultado. Houve, sim, erros de todos os intervenientes, e cada um terá de assumir os seus. Uma certeza tenho: todos prepararam o jogo de forma profissional para obterem sucesso nos seus desempenhos. Jorge Sousa não foi exceção. *

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Por Marco Ferreira
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