Susana Curto: «Polémica na arbitragem? A competição tem que seguir o seu rumo»
Diretora executiva da Liga Portugal em entrevista a Record
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SC – Não vou comentar contexto desportivo, como já referi. O meu colega diretor executivo, o Dr. Paulo Costa, estará completamente à vontade para dar uma resposta mais direta a isso. Mas naquilo que tem a ver com as minhas áreas de intervenção, o que lhe posso dizer é que as ações desenvolvidas pela Liga Portugal visam contribuir para um cada vez melhor ambiente dentro do futebol profissional, um espaço de diálogo, um espaço de encontrar as melhores soluções para tudo, um espaço onde as regras são para ser aplicadas e não há o favoritismo do A ou do B, isso eu posso garantir-lhe, que é esse o nosso compromisso enquanto Liga Portugal. Dar as melhores condições às sociedades desportivas para que tenham uma boa competição, aplicar as regras e os regulamentos tal como devem ser aplicados. Tentar despertar as pessoas para o tal ‘lado B’. E se calhar, ao longo do fim-de-semana, a própria comunicação social acaba por ser o motor e a voz da difusão destas informações. Quando eu digo que nós organizámos mais de 1.100 ações de responsabilidade social ao longo do ano, por fim-de-semana somos capazes de organizar 10, 15 ou 20, às vezes a nível nacional, atingindo milhares de pessoas e no entanto eu sou capaz de passar um fim-de-semana e não ouvir um único programa referir o que fez a Fundação do Futebol, ou do impacto que estamos a ter nos jovens através dos FootParks que estamos a abrir por todo o país para incentivar a prática desportiva por parte dos mais jovens. Portanto, muitas vezes não é que as coisas não sejam feitas, mas elas podem não ser ouvidas. E eu diria que este lado B e o meu apelo prioritário é que há uma face do futebol que não é só crispação, que não é só que são os 90 minutos de emoção, tudo o que gira à sua volta e acima de tudo a responsabilidade que nós temos porque o futebol entra na casa de toda a gente, é o desporto mais democrático seja pobre, seja rico, seja claro, seja menos claro, seja o que for. O futebol entra. Uma criança tem uma bola, seja de borracha, seja de esponja, seja a bola oficial das competições. Somos a área que mais incentiva à prática desportiva a nível nacional. E portanto é também nossa responsabilidade utilizar isso, utilizar essa ferramenta para fazer passar essas mensagens, para transformar o futebol em algo que possa ser vivido pelas famílias, que possa ser partilhado, possa ser celebrado e acima de tudo possa ser valorizado. Valorizando isso, valoriza-se o produto e todos ganham, em particular as nossas sociedades desportivas e a sociedade como um todo. Em termos competitivos e desportivos, eu gostava este ano de ver uma competição na qual no fim-de-semana os programas de debate falassem além do penálti e do árbitro.