«Os fundos funcionavam para o futebol como a droga para os que são agarrados»

Bruno de Carvalho diz que "o Sporting estava a lidar com três fundos e o pior, devido ao contrato, era a Doyen"

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• Foto: Pedro Catarino

A Doyen foi igualmente tema abordado por Bruno de Carvalho à saída do tribunal onde, esta quinta-feira, foi ouvido na 13.ª sessão do julgamento de Rui Pinto no processo Football Leaks.

"Os fundos de investimento não são todos iguais. O Sporting estava a lidar com três fundos e o pior, devido ao contrato, era a Doyen. O que eu aprendi com eles era que os fundos funcionavam para o futebol como a droga para os que são agarrados à mesma. Vinham com muito dinheiro, davam sensação de prazer e alguma calma, mas depois percebiam que não conseguiam resolver a dívida que já tinham e que ainda tinham de ir ao fundo receber a nova dose para pagar essa dívida. Tinham que pedir novamente ao fundo e ficavam com três dívidas ao fundo", afirmou aos jornalistas.

E prosseguiu: "O departamento jurídico do Sporting fez queixa [da Doyen], ninguém ligou nada. Tendo em conta que o tribunal tem uma missão difícil de decisão sobre os crimes apontados, em termos de filosofia de operação estratégica, fico contente que um miúdo de 30 anos tenha posto o mundo a olhar para o futebol, sistema bancário e político de uma forma que nunca tinham pensado".

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