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Madjer volta em grande

Madjer, o craque maior da seleção nacional, voltou ontem em grande (marcou três golos) depois de na véspera ter ficado no banco por gestão física. O avançado deu o mote ao conjunto nacional ao fazer o golo da igualdade (1-1), liderando depois a equipa nacional até à vitória (4-2) sobre a Rússia, ainda campeã em título. Hoje à tarde (17 horas), na final frente à Itália, Portugal vai tentar reconquistar um título que foge desde 2008, contando com o forte apoio do muito público que tem comparecido em Belém.

A partida de ontem mais parecia uma final, tendo em conta a qualidade das duas formações. De um lado o poderio físico e a frieza mental dos russos, do outro a magia e talento dos portugueses. Se no primeiro período os conjuntos estiveram taco a taco – sempre com muitas mexidas nas equipas –, já no segundo, e depois do susto, Madjer abriu o livro e a magia lusitana começou a dar frutos. A emoção tomou conta das bancadas, o que se manteve até ao apito final.

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O treinador Zé Miguel congratulou-se com o excelente desafio. “Bons momentos de futebol de praia, entre duas equipas que se respeitam e sabiam que quem cometesse mais erros não chegaria à Superfinal”, disse.

Já Madjer salientou a valia do oponente. “A Rússia é um dos nossos adversários mais perigosos por praticar um jogo mecânico e frio. Sabíamos que poderíamos desequilibrar com a nossa imaginação. Estando a ganhar, teríamos de fechar todos os caminhos para a baliza. Foi isso que fizemos ao jogar sempre juntos. Sempre que rematavam a bola embatia num de nós. Esse foi o segredo”, revelou.

O segredo do sucesso também passa pela baliza, ontem apenas à guarda de Graça. “A equipa esteve muito concentrada e eu não fui exceção. Sabia que teria de ter especial atenção a Makarov, que remata com ambos os pés. Infelizmente, ainda marcou um”, referiu o guarda-redes.

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