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O padel tem ajudado a competitiva Rita Fontemanha a não sofrer depois de ter terminado a carreira de futebolista profissional, um desafio que já a levou a sagrar-se campeã portuguesa.
Em entrevista à agência Lusa, Rita Fontemanha, de 32 anos, lembra que, depois de mais de 20 anos ligada ao futebol, "é difícil quebrar estas rotinas ou esta competitividade, os pequenos grandes objetivos" a que um atleta se vai propondo, encontrando no padel "uma forma de o fazer de uma forma muito mais liberal".
"Sou eu que decido quando jogo, sou eu que defino também aqui um bocadinho os meus objetivos, mais a título individual e não tanto a título coletivo. Surge um bocadinho disso, de me manter quase a competir, e achei que a forma mais fácil de não estar a passar um bocadinho mal ou a sofrer, entre aspas, com esse final de carreira, era encontrar aqui também uma paixão paralela que me levasse a novos objetivos e novas coisas", assumiu.
Rita Fontemanha conheceu o padel em 2014 em Espanha, quando foi jogar para o Atlético Madrid, e achou "muita piada à modalidade", mantendo essa ligação na Universidade Lusófona, acabando por fazer um estágio na disciplina, que conseguiu conciliar com o futebol.
"Passados estes anos todos, é uma coisa que eu gosto muito. Deixar a alta competição e deixar o futebol é perder um bocadinho este bichinho. Eu não queria perdê-lo e achei que poderia ser uma boa estratégia para me manter ativa, manter-me a competir e um bocadinho ligada ao desporto, nem que fosse uma modalidade diferente. Obviamente sempre com condicionantes diferentes, porque não sou jogadora profissional, nem pouco mais ou menos, mas achei que podia ser um bom desafio", referiu.
Para já sem qualquer ligação ao futebol, além de ter feito comentários televisivos, Rita Fontemanha diz que, no padel, quer "continuar a treinar, a crescer, a melhorar e obviamente também aproveitar um bocadinho esta veia competitiva", que a "ajuda a ganhar jogos, sem sombra de dúvidas".
"Essa fome de vencer ajuda muito naquilo que é o jogo em si. Portanto, o objetivo é ir tentando melhorar e perceber um bocadinho onde é que isto me leva sem colocar qualquer tipo de pressão de chegar aqui ou ali ou poder jogar níveis mais altos ou mais baixos. Obviamente que é crescer, melhorar e ver onde é que isso me leva", afirmou.
A competir no terceiro escalão feminino (F3), Rita Fontemanha esteve pela primeira vez num campeonato nacional, no qual tinha "o objetivo de competir e desfrutar" ao lado de Bárbara Silva, com quem forma uma dupla de qualidade, antevendo que "tinha boas hipóteses".
"No padel, principalmente em níveis um bocadinho mais abaixo, se somos muito competitivas e não damos bolas por perdidas e desfrutamos daquilo que estamos a fazer, estamos sempre um bocadinho mais próximas de conseguir competir para ganhar. O meu objetivo sempre que entrar para um jogo vai ser esse, vai ser ganhar. Portanto, vai ser competir para ganhar. De facto, o objetivo era poder chegar à final, poder disputar este campeonato nacional e, felizmente, correu bem", reconheceu.
Duas vezes campeã nacional pelo Sporting, além de outros troféus, como a Taça de Espanha, Rita Fontemanha, que chegou a ser internacional portuguesa, diz que este título é diferente dos conquistados no futebol.
"Este campeonato nacional teve um sabor especial, porque realmente coloquei como um objetivo e é sempre bom quando nós conseguimos cumprir objetivos. É um desporto que, apesar de ser jogado a pares e ser considerado um jogo pares, coletivo, também tem muito uma componente individual, que é um bocadinho diferente daquilo que eu estava habituada, mas nada bate a sensação de vencer um título ou a sensação que tive por vencer um título no futebol", concluiu.
Por Lusa