Jogadora do Ponte de Frielas relata episódio de violência no clube: «Agrediram-me na cara»

• Foto: Instagram

Beatriz Carvalho, jogadora do Ponte de Frielas, contou nas redes sociais que foi agredida por companheiras de equipa, num treino, depois de ter manifestado a intenção, com outra companheira, de deixar o clube.

A jogadora diz que foi "agredida na cara" e que o clube não autoriza a sua desvinculação.

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Leia a publicação na íntegra:

"Hoje acho que devo revelar tudo o que me tem sido feito, a mim e à minha colega, na União Desportiva Ponte De Frielas. Após uma época no clube decidi que queria uma oportunidade maior e melhor para mim, foi quando decidi ir fazer um treino de captação a outro clube no qual este queria inscrever-me e sentia-me bem ali.

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Decidi então no dia seguinte conversar com a equipa técnica do clube e despedir-me da equipa. Três atletas passaram o treino todo a criticar-me e a julgar-me por querer sair da equipa.

No final do treino decidi conversar com a capitã, que tem a responsabilidade de manter o bom ambiente no treino, e que decidiu juntar-se às jogadoras que me julgaram o treino todo.

Estava a ter uma conversa no clube, com a capitã, onde lhe fazia o apelo para não continuar com estes ambientes nos treinos, ao que ela me responde que não o ia fazer.

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A conversa teria ficado por ali, não fosse uma atleta da equipa decidir juntar-se à capitã e vir até mim. Pedi-lhe para ir embora porque o assunto só tinha de ser tratado com a capitã. A atleta não gostou do que eu lhe disse e tentou agredir-me; a minha colega, para me ajudar, meteu-se à frente e tanto a atleta que me quis bater como a capitã agrediram-nos com gravidade no clube.

Agrediram-me na cara, onde fui operada há uns meses, e no rim da minha colega, que tinha sido operada ao rim também. A minha colega ficou sem respirar e só aí é que as atletas pararam de nos agredir.

Com isto, a coordenadora do futebol feminino, mãe da capitã que nos agrediu, não viu o que se passou mas nem quis ouvir o que tinha acontecido e ameaçou agredir a minha colega, porque esta estava a tentar explicar o sucedido.

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A coordenadora do futebol feminino, para não arranjar problemas às atletas que nos agrediram, chamou dois senhores da direção e às atletas que observaram o sucedido disse para não contarem nada a ninguém e que se alguém perguntasse para alegarem que a culpa era  minha e da minha colega.

Nada foi contado ao sr presidente do clube, que só soube no dia seguinte pela minha família, que se dirigiu ao local para apresentar queixa.

O clube até agora insiste em não nos passar uma carta de desvinculação."

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Por Record
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