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A Académica e a Mancha Negra dão por encerrada a polémica em torno da bandeira com a cara de António de Oliveira Salazar, exibida na bancada afeta à claque durante o encontro com o Lusitânia de Lourosa.
Num comunicado conjunto, as duas direções revelam ter reunido recentemente "num clima de diálogo construtivo e sã convivência", encontro que consideram "muito positivo" e que permitiu alinhar o rumo da instituição.
A reunião serviu também para esclarecer a posição da Mancha Negra relativamente aos princípios defendidos pelo clube. "Ficou bem patente que estes são princípios inteiramente partilhados pela nossa claque", pode ler-se no comunicado.
Académica e Mancha Negra destacam ainda os valores associados à história do clube, nomeadamente os de 1969, ano marcado pela contestação estudantil que teve expressão no Jamor. "Os valores de 1969, tão bem vividos e gritados no Estádio do Jamor, não são apenas o nosso passado. Eles são a génese e o verdadeiro ADN do nosso clube, assentes sempre na solidariedade, no respeito e na liberdade", afirmam.
Perante a "total sintonia e compromisso renovado", as duas estruturas consideram "qualquer questão em torno deste tema como encerrada", apontando agora o foco para o apoio às equipas da Académica, "desde os petizes até à equipa profissional". "Caminharemos, todos, juntos, lado a lado, focados em honrar o nosso passado e a trabalhar em prol do futuro da nossa Briosa", concluem.