O SP. ESPINHO voltou a perder pontos em casa, reforçando a sua "candidatura" à descida de divisão. O empate a uma bola acabou, em parte, por ser injusto para os forasteiros, que praticaram um futebol mais adulto, muito pensado e bem executado. Os locais, que só lograram o golo do empate no período de compensação, podem agradecer a Paulão pelo magnífico cabeceamento que desfeiteou Cândido, com o qual coroou uma exibição individual de encher o olho ao pouco público presente no Manuel Oliveira Violas.
Mas isto só aconteceu na segunda parte, pois Carlos Garcia voltou a deixar Paulão no banco. E a verdade é que, tal como no jogo que vimos há 15 dias, Paulão entrou e deu outra alma à equipa, cuja primeira parte foi de uma pobreza confrangedora.
Nesse período o Imortal fez quase gato-sapato dos "tigres", bastando-lhe controlar (e de que forma!) os acontecimentos a meio-campo, suportado por uma bem montada defesa, onde Hélio se destacou de forma evidente, não apenas por ter anulado Marcão por completo, mas porque o central fez questão de estar em todos os locais do campo onde era preciso roubar bolas ao adversário.
O Sp. Espinho conseguiu, apesar de tudo, chegar ao intervalo sem sofrer um golo que se adivinhava. Jean Paulista e Gilberto, apoiados por Kassoumov, foram "massacrando" a defesa local, que se foi aguentando mercê do bom apoio dado por Cattaneo e Ido. Os mesmos elementos que, registe-se, mais vezes foram à frente, numa procura mais ou menos sistematizada de encontrar um "buraco" para ir além de Cândido.
Mas ao intervalo Carlos Garcia opta por tirar Cattaneo (amarelado), apostando em Paulão (bem!) e mais à frente aposta tudo por tudo, retirando Ido para colocar Carlos Miguel em campo. Uma jogada que esteve em risco de sair frustrada, pois Carlos Miguel acabou por ser expulso 12 minutos depois, por alegada agressão a Luís Lopes, também ele recém-entrado em campo.
A jogar com menos um, o Espinho foi, incrivelmente, mais acutilante que antes, malgrado os visitantes insistirem em contra-atacar com perigo. O génio de Paulão valeu, no entanto, mais que a persistência de Jean Paulista e Kassoumov. A arbitragem de Emanuel Câmara teve algumas máculas, mas não influenciou o desfecho final.
Técnicos:
Carlos Garcia (treinador do Sp. Espinho) - "Fizemos o suficiente para ganhar este jogo, mas a arbitragem teve um trabalho do qual não gostei, nomeadamente na expulsão do Carlos Miguel. Apesar de tudo, registo o esforço e a vontade dos meus jogadores."
José Miguel (treinador adjunto do Imortal) - "Parabéns aos nossos jogadores. O resultado é injusto atendendo ao que jogámos. Tivemos duas oportunidades para consolidar a vitória e fomos atraiçoados pelo golo do Espinho já em período de desconto."
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