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Hugo Souza em Chaves após passar por turbilhão no Flamengo: «Procurei ajuda psicológica»

• Foto: Luís Branca

Hugo Souza chegou este verão ao Chaves depois de passar por um turbilhão no Flamengo. O guarda-redes, de 24 anos, que está nos flavienses emprestado pelo clube brasileiro, viveu momentos complicados no mengão e até teve de recorrer a ajuda psicológica, segundo contou numa entrevista à ESPN Brasil. 

O jogador foi chamado à equipa principal em 2020, para 'remendar' um grupo muito afetado pela covid. Um erro num jogo com o São Paulo, nos quartos de final da Taça do Brasil daquele ano, fez com que recebesse as primeiras críticas. Mas aguentou e foi até titular naquela época, em que o Flamengo acabou por se sagrar campeão.

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No ano seguinte passou a quarto guarda-redes, mas depois chegou Paulo Sousa, que voltou a apostar nele como titular. Contudo, as críticas começaram a pesar e Hugo Souza teve de procurar ajuda psicológica.

"Procurei acompanhamento psicológico, não foi há muito tempo. Geralmente fazia reuniões com o meu pastor, que é meu amigo e ajudava-me muito. Só que é diferente quando consegues ser acompanhado por um profissional da área. Tenho um acompanhamento de perto e vejo uma diferença muito grande. Tem-me ajudado bastante. Tive que me manter forte porque a pressão no Flamengo é grande. Quando a pancada vem de fora, dos adeptos e da imprensa, é forte. Os adeptos a imprensa que te colocam lá em cima quando fazes um bom jogo derrubam-te quando não estás tão bem e não alcanças as expectativas", explicou o guarda-redes.

E prosseguiu: "Tenho bons números pelo Flamengo: são 71 jogos e títulos conquistados, mas isso foi fruto de trabalho. Também tive momentos maus e falhas, como qualquer jogador. Mas comigo tudo tomou uma proporção um pouco maior, também porque as pessoas esperavam mais de mim. Tive de me manter forte e procurar ajuda junto das pessoas que amo para chegar até aqui e fazer um bom trabalho."

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No Chaves o jogador encontrou "uma porta de entrada na Europa", depois de ter recusado no início do ano uma proposta dos japoneses do Vissel Kobe e outra do Estoril. "Toda a gente tem o sonho de jogar na Europa e o Chaves abriu-me as portas num momento em que teria poucas oportunidades de jogar no Flamengo", contou, mostrando-se feliz em Chaves. "Vivemos numa cidade pequena e acolhedora, só futebol. É treino e casa. As pessoas acolheram-me muito bem e na rua recebo sempre palavras de incentivo. As pessoas do clube são sensacionais, abraçaram-me. Isso facilitou as coisas ajuda-me no desempenho de um bom futebol."

Por Isabel Dantas
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