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Caetano quebrou o silêncio sobre a situação polémica que o liga ao Paços de Ferreira e esclareceu a história em conferência de imprensa, realizada esta segunda-feira na sede do Sindicato dos Jogadores.
Defendo-se do comunicado do clube, negando as negociações, o jogador contou que, após assinar contrato, os pacenses foram sempre adiando a consumação do mesmo, com promessas recorrentes por parte do diretor-desportivo, Carlos Carneiro, de que iria treinar com a equipa, com a indicação de vários dias para se apresentar aos trabalhos. "Foi-me sempre dito que estava tudo certo e para confiar", partilhou Caetano.
Facto é que o contrato nunca foi registado e os episódios foram-se sucedendo. O jogador diz ter provas das várias mensagens trocadas e do próprio contrato.
Assim que apercebeu da gravidade da situação, Caetano deu hipóteses para o clube rasgar o documento "sem problemas".
Tanto o jogador como Joaquim Evangelista, presidente da direção do Sindicato dos Jogadores, frisaram querer resolver o assunto a bem. Caso contrário, recorrerão ao Tribunal, "com todas as provas ao alcance", disse Joaquim Evangelista.
Por nunca ter visto o contrato registado, Caetano já pode assinar por outro clube e, se tudo correr bem, voltará a jogar em janeiro.
Por Miguel Catarino