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Hélder Barbosa: «Acredito no Sp. Braga pelo futebol praticado»

• Foto: Luís Vieira / Movephoto

Antigo extremo do Sp. Braga, clube pelo qual jogou 103 vezes na carreira, marcando 18 golos, Hélder Barbosa gosta do que tem visto dos arsenalistas esta temporada e está, por isso, confiante para a final four da Allianz Cup, em que hoje a equipa de Carlos Vicens defronta o Benfica na meia-final.

“Acredito no Sp. Braga pelo futebol praticado. Mesmo contra os grandes, é uma equipa que consegue sempre ter a posse de bola e roubá-la aos ditos grandes, o que é sempre muito complicado. Tem um futebol muito atrativo, mas também tem de ter um bocadinho mais de coesão, até porque jogando estas finais, as equipas que estão aqui têm muito valor e capacidade para criar muitas dificuldades. Sendo um bocadinho mais coesos nestes momentos de decisão, acredito que o Sp. Braga pode realmente chegar à final”, assinala, a Record.

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O ex-jogador, de 38 anos, classifica ainda o trabalho de Carlos Vicens à frente do Sp. Braga como satisfatório. “Ao início custou um bocadinho, o Sp. Braga também tinha muito lesionado e não conseguia ter um onze, teve dificuldades iniciais, mas agora começa a ter um futebol atrativo em que se consegue assumir nos jogos contra os três grandes”, reforça. “Por isso, acredito que é um Sp. Braga em crescendo, que também tem valores individuais fantásticos. É um clube a crescer e que começa a encarar as competições com outro olhar, na possibilidade de as conquistar todas”, salienta.

Zalazar deixou-o “surpreendido”

Da equipa do Sp. Braga, Hélder Barbosa destaca um jogador que o surpreendeu. “O Zalazar é um jogador que faz realmente a diferença. Quando o jogo está meio embrulhado, tem a capacidade de decidir com as iniciativas, com sua a visão, com a maneira como define no último terço. Tem-me surpreendido”, diz, elogiando Horta e Moutinho, que “acrescentam experiência e qualidade”.

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Entre os comentários e o... imobiliário

Ao contrário de muitos, ao terminar a carreira de jogador, Hélder Barbosa não se aventurou pelos bancos de suplentes ou pelos escritórios dos estádios. Aos 38 anos, tem dividido o tempo entre o comentário televisivo e investimentos a nível imobiliário.

“Recentemente comecei a fazer alguns comentários na televisão e também tenho investido no ramo imobiliário, numa vertente que eu não conhecia tão bem, mas que, depois de deixar o futebol, comecei a aprofundar mais e a conhecer um bocadinho melhor. Tenho andado no mundo do futebol a comentar, porque é isso que me encanta, e depois o ramo imobiliário porque acaba por me dar outros conhecimentos. Mesmo a nível financeiro, também é um mercado que está em expansão agora”, aponta, assegurando que não tem perfil para ser treinador nem dirigente.

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Mas para jogador continua a ter certamente, tendo voltado a jogar pelo Sp. Braga na Taça da Liga Legends, algo que foi, para si, “um orgulho muito grande”. “Representei este clube durante alguns anos com o maior orgulho. Continuo a vestir a camisola e vim aqui dar o meu máximo na tentativa de dar mais um troféu ao Sp. Braga. Não foi possível desta vez, mas fica sempre o orgulho de representar este grande clube”, frisa.  

Por Francisco Guerra
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