Presidentes das equipas presentes na final four lançaram na revista da Liga os embates que prometem ficar para a história do futebol nacional.
Na "festa do futebol profissional português", Luís Filipe Vieira espera ver "um hino ao futebol". "Acredito que este modelo tenha permitido, e bem, alavancar a competição em termos desportivos e financeiros, atrair mais público aos estádios, mais espectadores e gerar mais receitas. Na presente edição, quiseram os resultados ditar que a final four fosse disputada pelos quatros primeiros classificados da Liga NOS, estando assim reunidas as condições para um grande espetáculo", escreveu o presidente do Benfica, ressalvando que este "projeto inovador, criado em 2007, sofreu dez anos mais tarde uma alteração importante no seu modelo competitivo, com a introdução da designada final four".
Saudando a Liga pelo habitual "inconformismo e a procura de novas formas de proteger e potenciar a indústria do futebol", Luís Filipe Vieira não se coibiu de deixar alguns reparos à calendarização da prova que, como é público, também já mereceu algumas considerações por parte dos técnicos reunidos, ainda este mês, na Cidade do Futebol da FPF: "Gostaria de deixar uma nota relativamente à definição do calendário desta prova. A bem das diferentes competições e do futebol português, é importante que equipas como o Benfica, que se encontram a disputar outras três competições, não sejam sobrecarregadas com tantos jogos num tão curto espaço de tempo."
Do lado das águias, que disputam "a Allianz Cup da mesma forma" como disputam "todas as outras" provas, o desejo é de que a final four "possa dar início a um novo ciclo no futebol português, marcado pelo fair play entre todos os intervenientes".