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O que acontece agora à camisola 7 de Ronaldo na Seleção? Do veto da FIFA aos exemplos de negas a Maradona e... Messi

Foto: Lusa/EPA
Foto: Pedro Ferreira

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FIFA e UEFA obrigam a que exista uma numeração dos plantéis de 1 até ao 23 em jogos oficiais de seleções

"Chegou o dia de devolver a camisola 7 da Seleção de todos nós." Foi desta maneira que Cristiano Ronaldo se dirigiu aos milhões de adeptos espalhados pelo Mundo e . Numa mensagem de vídeo publicada nas redes sociais, o astro lembrou o trajeto pela equipa das Quinas desde 2003 até ao dia de hoje, sendo que o , no passado mês de setembro.

Desta feita, CR7 passa o testemunho e, tal como o próprio deu conta na sua publicação, deixa agora livre a camisola 7 na seleção orientada por Jorge Jesus. Uma situação que não é inédita, até porque, durante o trajeto do jogador de 41 anos na Seleção, já houve momentos em que o dorsal já foi usado por outros atletas. Ainda assim, pode colocar-se uma questão nesta altura: é possível a camisola 7 da Seleção ser retirada em forma de homenagem a Ronaldo? Ora, a resposta acaba por ser negativa.

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É que, tal como já sucedeu na última pausa FIFA, . Isto teve por base o facto de que, até à meia-noite de véspera de cada jogo, todas as federações têm de entregar na UEFA uma lista numerada com os 23 elegíveis/convocados para o jogo. Ou seja, alguém teria forçosamente de ficar com o dorsal 7. Tal cenário coloca-se igualmente em prática no que concerne a duelos oficiais disputados sob a égide da FIFA. Por isso mesmo, em termos regulamentares, o organismo que gere o futebol mundial impede que números sejam retirados em contexto de futebol de seleções.

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A título de curiosidade, inclusive Paulo Futre, ainda em outubro passado, à margem da VII Gala dos Prémios Empresariais da Fundação do Desporto, . "Diga presidente, se ainda estivesse na FPF retirava a camisola 7? Presidente, não responda, eu retirava. E repito, a camisola 7 tem de ser retirada da Seleção, o Cristiano tem de sair em grande e não tenho nada contra o Jorge Jesus", apontou o ex-internacional português de 60 anos.

De resto, já no passado houve pedidos de outras federações para que certos números fossem retirados, só que tal intenção esbarrou na intransigência da FIFA. Em concreto, no que diz respeito à Argentina, a federação alviceleste (AFA) tentou, num primeiro momento, ainda em 2001, retirar a camisola 10 de Diego Armando Maradona, algo recusado pela FIFA. Mais tarde, 'Burrito' Ortega, criativo da Argentina, utilizaria o mítico dorsal na fase final do Mundial'2002. 

Mais tarde, também foi feito o mesmo pedido em relação a Lionel Messi. A AFA solicitou, na sequência do adeus de 'La Pulga' à equipa de Scaloni, que o '10' de Messi fosse retirado, algo que também não foi possível.

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Olhando ainda a outros casos na história, a federação dos Camarões tentou retirar a camisola 17 de Marc-Vivien Foé (jogador que morreu após uma paragem cardíaca na CAN de 2003), o que também não foi possível devido às normas da FIFA. O ex-futebolista teve, isso sim, o dorsal retirado nos clubes que representou - Manchester City (teve o número 23) e Lens (número 17) -, todavia os regulamentos são distintos no que concerne a competição de clubes.

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Ao longo do trajeto na Seleção A de Portugal, Cristiano Ronaldo surgiu com vários números. Desde logo, a sua estreia pela equipas das Quinas ocorreu com o dorsal 16 em Chaves, antes de utilizar o 17 a partir da fase final do Euro'2004. Foi mesmo esse número com que brilhou até ao Mundial'2006, prova que marcou a despedida de Luís Figo, até então dono e senhor do '7' na Seleção. A partir de 2007, CR deixou o 17 e passou a envergar o 7, num cenário que se manteve até aos dias de hoje.

Ainda assim, ao longo da sua caminhada na Seleção portuguesa, quer por motivos de lesão ou baixa ou por não ter sido utilizado ou convocado em determinadas janelas de seleções e partidas, CR7 viu outros companheiros a ter a chance de envergarem o dorsal 7.

Assim sendo, olhando ao histórico, vemos que nomes como Rafael Leão, Carlos Forbs, Ricardo Horta, Sérgio Oliveira, Bruma, André Silva, Ricardo Quaresma, Miguel Veloso, Fábio Coentrão, Nuno Assis e Nani utilizaram a camisola 7 de Ronaldo face à sua ausência, enquanto outros elementos como Pedro Neto, Francisco Trincão, Pedro Tiba e Ricardo Pereira surgiram no relvado com a mítica camisola, porém não saíram nessas ocasiões do banco de suplentes em determinados jogos.

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Por Filipe Balreira
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