Câmara de Montemor-o-Velho apela à AF Coimbra para adiar jogos da formação

Câmara de Montemor-o-Velho apela à AF Coimbra para adiar jogos da formação

A Câmara de Montemor-o-Velho apelou esta quinta-feira à Associação de Futebol de Coimbra para que adie os jogos das camadas jovens nos territórios abrangidos pelo mau tempo e pelas consequentes cheias.

"Devia haver bom senso da Associação de Futebol, para se permitir adiar jogos de equipas de formação em concelhos e freguesias afetados pelas cheias", disse o presidente daquela Câmara, no distrito de Coimbra, numa declaração à agência Lusa.

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Apesar de todos estes constrangimentos, "a vida tem de continuar", admitiu, referindo, contudo, não fazer sentido sujeitar as pessoas a deslocações desnecessárias.

Na terça-feira, a Associação de Futebol de Coimbra (AFC) disse que ia manter, para já, a realização de jogos no fim de semana, apesar de reconhecer alguns constrangimentos causados pelo mau tempo, sobretudo nos concelhos de Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, no mesmo distrito.

"Vamos analisar a situação até ao limite, mas a intenção é manter todos os jogos da próxima jornada. No último fim de semana realizaram-se 80% dos jogos agendados sem problemas nenhuns", disse então à agência Lusa o presidente da AFC, Vítor Simões.

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Salientando que o calendário "ficaria muito complicado" se fosse adiada mais uma jornada, depois do cancelamento das partidas no fim de semana a seguir à depressão Kristin, o dirigente alegou que existem indicações da Federação Portuguesa de Futebol para os campeonatos terminaram por altura da final da Taça de Portugal.

Relativamente às queixas de pais sobre a manutenção dos jogos dos escalões jovens enquanto o país atravessa esta fase de mau tempo, o presidente da AFC frisou que se trata de um número residual "num universo de centenas".

"Não quer dizer que esses pais não tenham razão, porque, com os desvios de estradas, não é fácil para quem vem da Figueira da Foz ou Montemor-o-Velho estar às 09:00 em Coimbra", ressalvou o dirigente, reiterando que, em certos casos, os clubes podem adiar os jogos.

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Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Por Lusa
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