A Cidade do Futebol acolheu este sábado a segunda reunião do Conselho de Presidentes da FPF, um órgão consultivo constituído pelos presidentes de todos os sócios da Federação e das associações distritais e regionais, cujo objetivo é debater o futuro do futebol português. Segundo Pedro Proença, presidente da FPF, a sessão focou-se em três pontos essenciais: o combate à violência, o maior investimento no futebol feminino e a harmonização regulamentar desde a Federação até ao futebol profissional e ao movimento associativo.
"O segundo Conselho de Presidentes decorreu de forma muito positiva, com três tópicos que eram fundamentais para nós. Primeiro, o tópico de combate à violência, portanto, as alterações que foram feitas em termos regulamentares, as propostas ao Governo e todas as campanhas de sensibilização que a Federação e os sócios ordinários têm feito. Depois, um segundo tópico também muito importante e um eixo do nosso plano estratégico, que tem a ver com o modelo de desenvolvimento do futebol feminino, o nível de investimento da Federação será recorde no orçamento que vai ser apresentado dia 6, cerca de 23 milhões de euros de investimento naquilo que será todo o ecossistema do futebol feminino. Um terceiro tópico também muitíssimo importante que tem a ver com a harmonização regulamentar que deve ser feito desde a federação, passando pelo futebol profissional, passando pelo movimento associativo. Portanto, foi de grande agrado que toda esta família do futebol esteve presente, mostrando a união desde o futebol amador, passando pelas associações de classes, dias profissionais, e onde a Federação tem um papel de magistratura de influência", afirmou em declarações à comunicação social, após a reunião.
Em relação à aposta no futebol feminino, o líder federativo realçou que parte do plano é também aumentar o número de praticantes e de infraestruturas disponíveis: "A FPF vai fazer um investimento de cerca de 23 milhões de euros, que será apresentado no próximo orçamento para a época 2026/27. Esse investimento vai recair pelas associações, na Liga BPI e nas seleções. Há objetivos que queremos cumprir e isso tem a ver com o projeto de desenvolvimento e de crescimento do número de participantes. Há claramente e foi identificado um problema de infraestruturas, ao qual o Governo e os municípios também têm que estar convocados porque não se pode querer crescer se as infraestruturas não crescerem. A Federação vai lançar também na próxima época o projeto de uma associação, uma academia, mas isto é pouco para as necessidades que nós pretendemos. Há que fazer este investimento e a Federação vai assumi-lo."
Pedro Proença realçou também a importância de combater a violência contra os árbitros, que tem sido vista frequentemente nos últimos tempos, referindo esse como um ponto essencial a resolver. "A Federação assume claramente a dianteira nesse tema. Já foram colocadas em regulamento as 84 alterações regulamentares em 6 eixos claros e objetivos e tem a ver com essa violência que existe, quer física, quer verbal, por parte dos agentes desportivos, portanto, a Federação não vai abdicar. Foram apresentadas ao Governo 9 medidas que, para nós, são fundamentais para erradicar a violência nos estádios e também fora deles. Depois, há também todas as ações preventivas, como a última campanha do Stop à Violência. A Federação vai liderar este processo, porque enquanto existir um caso de violência no futebol português, a Federação não deixará de ter uma voz muitíssimo ativa", atirou o dirigente, que considera esta aposta como uma forma de impulsionar a arbitragem em Portugal: "Queremos atingir os 12 000 árbitros praticantes no final da próxima década, face às necessidades que nós temos, e ela tem que ser claramente feita com a erradicação à violência."
Por Camila Soeiro