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A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou, na manhã desta quinta-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras, os oito microplanos do Plano Estratégico 2024-2036, bem como o Plano Nacional da Arbitragem.
Roberto Martínez, selecionador nacional de futebol masculino, Francisco Neto, selecionador nacional de futebol feminino, Madjer, coordenador técnico do futebol de praia, e Jorge Braz, selecionador nacional de futsal, marcaram presença no evento, que arrancou com um discurso de Pedro Proença.
O presidente da Federação começou por enaltecer a importância do Plano Estratégico para o futebol português e assegurou mesmo que o futuro do desporto-rei nacional "começou hoje", na Cidade do Futebol.
"O plano estratégico representa um marco decisivo para desenvolver o futebol, é um documento único para a próxima década. Um ano depois, temos uma Federação preparada para o futuro. Não somos a federação, estamos apenas de passagem na FPF, mas estamos numa fase decisiva para consolidar o futebol português. Dentro de uma década queremos ter um melhor futebol, com melhores dirigentes e agentes", afirmou Proença.
Óscar Tojo, diretor técnico nacional, foi, depois, o responsável por apresentar os oito microplanos setoriais do Plano Estratégico: o futsal, as seleções de formação, o futebol feminino, o futebol de praia, o Walking Football, o Scouting e Inteligência Desportiva, a Formação de treinadores e a Promoção e Desenvolvimento Regional.
A FPF pretende, agora, aumentar o número de praticantes nas mais variadas modalidades, e prometeu, também, investir forte em todos os desportos, tanto em pessoal, como em infraestruturas, de forma a fazer evoluir estas variantes.
Quanto ao Plano Nacional de Arbitragem, foi apresentado por João Aragão e Pina, coordenador pedagógico, que espera que Portugal volte, em breve, a ter "o melhor árbitro do mundo". Para isso, vai tentar triplicar o número juízes nacionais. Até 2036 pretende ter 13 mil árbitros no nosso país.
O evento terminou com um debate entre os selecionadores nacionais presentes na cerimónia. Roberto Martínez, selecionador nacional, assegurou que o Plano Estratégico veio dar "clareza", apontado, ainda, baterias para a convocatória de amanhã da Seleção Nacional.
"É um dia importante, um processo-chave para nós. Precisamos de qualidade e energia na Seleção. Vamos ver isso agora, vão ser jogos importantes, com o México e com os Estados Unidos. Vai dar Portugal no Mundial, deixem-nos sonhar!", concluiu.
Já Francisco Neto, selecionador de futebol feminino, lembrou que a vertente foi a única que não "prometeu" títulos, mas que Portugal está a trabalhar para lá chegar, a médio prazo. "Queremos muito isso e estamos a trabalhar para isso, a médio prazo, mas temos de ser mais rápidos do que os outros. Temos via verde para evoluir", disse.
Quanto a Madjer, coordenador do futebol de praia, defendeu que o Plano Estratégico é um documento "importantíssimo" para a modalidade, enquanto Jorge Braz, selecionador de futsal, afirma que é importante todos estarem "alinhados" na Federação, de forma a que o sucesso esteja mais perto de ser alcançado.
De recordar que a apresentação dos microplanos é a segunda fase do Plano Estratégico 2024-36, documento base que foi apresentado a 24 de fevereiro, dia em que se completou um ano de mandato de Pedro Proença na Federação.