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Guarda-redes mais rápidos quando defendem com mão inferior em estirada aérea

• Foto: Joana Sousa

Um investigador do Porto estudou algumas técnicas de guarda-redes portugueses, concluindo que são mais rápidos quando usam a mão que se encontra por baixo para defender durante a estirada aérea.

Intitulado "Análise Biomecânica da Estirada Aérea do Guarda-redes de Futebol Sénior: Comparação entre a Técnica de Defesa com a Mão Inferior e a Técnica de Defesa com a Mão Superior", o projeto foi realizado na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e contou com uma amostra de 12 guarda-redes.

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No futebol, verifica-se que "quando um guarda-redes executa uma estirada aérea em que apenas utiliza uma mão para defender a bola distinguem-se estas duas estratégias técnicas", indicou à Lusa o investigador Miguel Bastos, responsável pelo trabalho.

À partida, quando um guarda-redes recorre a uma dessas técnicas, em que descarta a possibilidade de intercetar a bola com ambas as mãos, isso corresponde a "uma intervenção de elevado grau de dificuldade".

Contudo, "convém não esquecer que o contexto de jogo representa um ambiente muito complexo", onde "as decisões tático técnicas dos guarda-redes são tomadas em curtos espaços de tempo e tendo em conta inúmeras variáveis que se encontram em constante dinâmica", indicou.

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Foi também estudado o comportamento da força de reação do solo dos guarda-redes, que demonstrou a importância que ambos os membros inferiores apresentam na fase propulsiva da estirada aérea.

Nesta fase destacam-se os comportamentos no padrão entre os guarda-redes da primeira liga e os da segunda, tendo os primeiros o pico máximo de força de reação do solo ocorrido no membro inferior contralateral (relativamente à direção do movimento), enquanto os segundos apresentaram esse pico no membro inferior ipsilateral (do mesmo lado do corpo).

A ideia para estudar este tema vem dos tempos em que foi guarda-redes e acentuou-se quando iniciou funções como treinador. Para Miguel Bastos, é justo atribuir valor idêntico tanto à obtenção de um golo como às defesas em que o guarda-redes estira-se e toca na bola com a ponta da sua luva, por exemplo.

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Os dados foram recolhidos no Laboratório de Biomecânica da Universidade do Porto (LABIOMEP), situado na FADEUP, através de exercícios efetuados em plataformas de força e um sistema de recolha de imagens, com câmaras de infravermelhos.

O estudo contou com uma amostra de 12 guarda-redes profissionais. No entanto, foram realizadas recolhas biomecânicas a um total de 33 guarda-redes a atuar em distintas competições (nacionais, distritais, escalões de formação e futebol feminino), que podem vir a ser alvo de análise.

Neste projeto participaram ainda os professores da FADEUP Filipe Casanova e Leandro Machado e o engenheiro Pedro Fonseca, do LABIOMEP.

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Por Lusa
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