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Jorge Teixeira: «Temos de deixar de ter vergonha de dizer que ganhamos dinheiro com isto»

"Agenciamento vs Intermediação" foi tema do primeiro painel do período desta tarde da 4ª edição do World Scouting Congress, a decorrer no Porto. Jorge Teixeira, gestor da ‘GlobalSports’, defendeu que o empresário de agenciamento tem de se afirmar.

"Temos de deixar de ter vergonha de dizer que ganhamos dinheiro com isto e nós temos de ganhar dinheiro com isto. Temos de ser de ter medo de assumir o que é o agenciamento profissional. Acho que o futebol nos últimos tempos sofreu uma alteração incrível", sustentou Jorge Teixeira.

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O empresário, por outro lado, falou da cada vez maior importante da intermediação e usou como exemplo o negócio de João Félix, criticando, porém, a carga de impostos sobre os profissionais de futebol em Portugal. "Ao longo dos anos começo a pensar se o agenciamento realmente vale a pena. Perde-se tanto tempo ou mais no agenciamento, no acompanhamento por aí fora. Muitos agentes estão focados cada vez mais na intermediação, como é exemplo o negócio do João Félix. O paradigma do agenciamento está cada vez mais a mudar. A tributação, os direitos e deveres do profissional de futebol têm de ser repensados em Portugal. Estamos sobrecarregados de impostos", vincou.

Na mesma linha de pensamento, Vítor Gonçalves, CEO da Pro Eleven, olha para as comissões dos agentes como algo natural e explicou o processo de registo dos profissionais da área. "Muitas vezes vemos os agentes como o parente pobre do futebol e não percebo porquê. Nós somos comissionistas, para recebermos comissões temos de gerar receita. À partida um agente tinha de estar licenciado para o contrato de intermediação ser válido. Em cada país onde realizo um negócio tenho de estar registado ou ter um parceiro registado para que o contrato de intermediação seja válido", afirmou.

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O agente revelou que tem nove pessoas a trabalhar na área do scouting na sua empresa e destacou a importância dos empresários no futebol: "A finalidade do scouting é o recrutamento, a contratação. Detetar o talento sem contratar não faz sentido. Nós temos uma importância-chave. O próprio jogador tem de ter essa dinâmica de mercado. Acho que não era possível o futebol de hoje viver sem os empresários".

Por fim, Ulisses Santos, da US11, explicou a dinâmica da sua empresa. "Somos parceiros de clubes, de jogadores e somos suporte para clubes. Temos o canal necessário para conseguir um bom serviço e um bom preço. Fazemos o acompanhamento diário do jogador e tentamos fazer acontecer o projeto desportivo que anseiam. No dia a dia há todo o tipo de situações que  devemos ter presentes. Os jogadores são exigentes e temos de ter capacidade de dar respostas", concluiu, assumindo que os empresários, embora sejam concorrentes no agenciamento, são parceiros na intermediação.

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