Pedro Proença foi eleito presidente da Liga de Clubes no dia 27 de julho, sucedendo a Luís Duque, que se encontrava em funções como líder interino desde outubro do ano passado.
O antigo árbitro, agora com 45 anos, tinha abandonado a carreira meses antes e sido eleito membro do Comité de Arbitragem da UEFA. Entretanto, decidiu avançar para a corrida à Liga, fazendo uso da sua formação como gestor e da sua longa experiência no futebol nacional e internacional.
Proença ganhou as eleições com quase 52 por cento dos votos, conseguindo algo inédito: pela primeira vez em Portugal um antigo árbitro é eleito presidente de um organismo de gestão do futebol, seja liga ou federação.
Mas não se propôs a ser um dirigente como os seus antecessores. Entende o futebol como um negócio e aposta em conseguir a maior rentabilidade possível para os clubes portugueses. Para além disso, tem como objetivo "credibilizar, criar valor e internacionalizar" o futebol nacional, numa altura de grave crise financeira nos emblemas profissionais.
Pedro Proença foi eleito com o apoio da grande maioria dos clubes nacionais, entre os quais se contam grandes como o FC Porto e o Sporting.
O fim de meses de indefinição
Valentim Loureiro foi oficialmente o primeiro presidente da Liga de Clubes, cargo que ocupou durante 15 anos, com a gestão de Manuel Damásio e Pinto da Costa pelo meio. Mais tarde foi a vez de Hermínio Loureiro, Fernando Gomes e Mário Figueiredo, todos eleitos em assembleia geral. Com a saída forçada do último líder, Luís Duque foi chamado para ocupar o cargo a prazo, até à realização de eleições. Passaram vários meses de indefinição para o futebol português, que terminaram com a eleição de Pedro Proença, o primeiro ex-árbitro a chegar a presidente da Liga.