A Liga Portugal enviou uma carta à Federação Portuguesa de Futebol, criticando o plano estratégico 2024-36 apresentado, esta terça-feira, pelo organismo, afirmando ter sido visada num “documento programático, de cunho muito genérico e pouco densificado”.
Numa nota, de 18 de fevereiro, ao qual Record teve acesso, e que foi partilhada por todos os clubes membros da direção da entidade que regula o futebol português, foram expostas várias notas sobre os eixos estratégicos do programa, especialmente no que concerne à reformulação das competições, à arbitragem, ao futebol feminino e ao setor financeiro.
Relativamente ao primeiro ponto, começa por referir a falta de informação sobre o modelo da Liga 3, “no que diz respeito à proposta de modelo de transição, por mérito desportivo, para o futebol profissional”, e atira: “Importa deixar claros os limites legais de cada entidade, no que respeita à reformulação dos quadros competitivos, organização e gestão de competições e o licenciamento dos respetivos participantes e exploração comercial dos ativos.”
Outro tema que gerou discussão foi a arbitragem, no qual são colocados como meta a criação de uma entidade externa para a liderar e o aumento do número de árbitros para 13 mil, o que corresponderia ao triplo dos federados atualmente. “Sendo este um projeto de serviço de arbitragem em exclusivo para o futebol profissional, a Liga Portugal não abdica de um papel preponderante e não acessório no que diz respeito à constituição desta entidade/empresa”, frisa, acrescentando: “Mais importa assegurar que os encargos financeiros [dos árbitros] não sejam da responsabilidade do futebol profissional, pois são custos de desenvolvimento associativo.”
Nesta área financeira surge também a questão sobre a omissão do papel do futebol profissional na distribuição das receitas e o “novo mecanismo de financiamento”, ao qual a Liga Portugal apela que qualquer debate e negociação na matéria de custos, deva ser debatido com o organismo.
E por falar em omissões, as infraestruturas são outro ponto assente por parte da entidade liderada por Reinaldo Teixeira: “Sem qualquer modelo de financiamento, sem referência ao Mundial 2030 como alavanca de investimento articulada com as sociedades desportivas...”
Por outro lado, também critica o facto de só haver um objetivo quantificado de natureza financeira em todo o documento – previsão de atingir 70 milhões de euros em receitas de patrocínios, licenciamento e merchandising. “Um plano que tem um único número financeiro e esse diz respeito às receitas da própria entidade que o elaborou, o que não pode ser confundido com uma estratégia económica para o setor”, vinca, admitindo que não irá emitir “opinião definitiva sem uma análise objetiva à natureza”.
No panorama do futebol feminino, a FPF visa profissionalizar todos os clubes da Liga BPI, mas, segundo a Liga Portugal, isso “implica caminho com emblemas das sociedades desportivas das competições profissionais masculinas”, sendo este organismo “um stakeholder decisivo na definição do rumo a seguir”.
Por fim, deixa ainda notas finais relativamente à relação com o organismo liderado por Pedro Proença. “É determinante a clarificação da forma de relacionamento, cooperação e interação entre a Liga Portugal e a FPF, sobretudo em matérias de âmbito transversal ou quando envolvem associados com assento na AG federativa. Importa ainda identificar temas de operação comum entre as duas entidades, articulando-os na medida das competências de cada organismo”, explica, lamentando ter sido apenas uma vez explicitamente referenciada no documento, sobre a renegociação do protocolo entre os dois.
“A formulação é absolutamente vaga sem qualquer indicação sobre os termos, âmbito ou modelo financeiro subjacente, quando é certo que o quadro contratual atual prevê um forte agravamento das responsabilidades financeiras da Liga Portugal.”
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