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Paulo Lopo e o chumbo ao mecanismo de solidariedade: «Clubes ou presidentes que estão com tiques de grandeza» 

Paulo Lopo
• Foto: Pedro Almeida

Tal como já havia feito na Assembleia Geral Extraordinária de 16 de janeiro, Paulo Lopo, presidente da SAD do E. Amadora, voltou a demonstrar a sua insatisfação pelo junto da distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA pelos clubes da 2.ª Liga. 

"É um dia bastante triste para o futebol português, porque tínhamos uma situação aprovada à priori e hoje seis colegas mudaram de opinião sem que nada o fizesse prever. Isso é lamentável, porque tirando os quatro ou cinco grandes, os clubes são mais ou menos da mesma dimensão e todos podem estar numa altura na 1.ª Liga e noutra na 2.ª Liga. O nosso futebol sempre foi muito solidário, mas infelizmente esse ciclo acabou", referiu, em declarações aos jornalistas, após o final da .

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"Hoje, muitos clubes falam de barriga cheia, com investidores estrangeiros e muitos milhões, mas esquecem-se que alguns chegaram com milhões e ao fim de alguns anos foram-se embora e deixaram, por exemplo, o Boavista na situação em que está. Pode ser que lhes aconteça o mesmo e depois pensem melhor naquilo que é a realidade do futebol português, que foi sempre solidário", disse o dirigente, antes de revelar: "O voto não foi assim tão secreto, mas ao meu lado estavam Arouca e Famalicão, que votaram contra, por exemplo. Conheço os outros, mas não vou manifestar porque não vi, mas são clubes, ou presidentes, que estão com tiques de grandeza."

À semelhança da intenção já manifestada pelo V. Guimarães, Paulo Lopo garantiu que o "E. Amadora está disponível para se juntar aos restantes clubes que votaram favoravelmente e oferecer as suas verbas aos clubes da 2.ª Liga". "É a nossa obrigação moral", disse.

V. Guimarães lamenta desunião

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Também em declarações ao jornalistas, Pedro Coelho Lima, diretor geral do V. Guimarães, lamentou igualmente o desfecho. "O Vitória lamenta a decisão que aqui foi tomada pelos clubes. Numa altura em que o país está a sofrer por um conjunto de catástrofes naturais que afetam clubes que aqui estão presentes e não só, o futebol profissional mostra que está desunido. Esperamos que, numa altura em que se discute a centralização e novos formatos competitivos, que o futebol se une e não se desune. Reforçamos que iremos distribuir a sua quota parte pelos clubes da 2.ª Liga."

Por Marques dos Santos
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