Na sequência das notícias que têm surgido e que apontam no sentido de diversos clubes nacionais estarem a negociar, individual ou coletivamente, com os seus jogadores uma redução significativa dos respetivos salários mensais, em virtude da crise provocada pelo surto de Covid-19, o Sindicato dos Jogadores emitiu esta terça-feira um comunicado, no qual deixa três garantias.
"O sindicato nunca se comprometeu em sugerir uma percentagem de corte, dependente da realidade e necessidades específicas de cada sociedade desportiva; o sindicato não aceita um corte indiscriminado e, sem possibilidade de devolução, reposição no futuro;e o sindicato mostrou-se sempre disponível para mediar, se necessário, as conversações entre sociedades desportivas e respetivos plantéis", refere o documento enviado às redações.
O comunicado refere ainda que o organismo liderado por Joaquim Evangelista "não aceita e deixa claro que nunca legitimou as sociedades desportivas a negociar com os seus trabalhadores para proceder a cortes salariais indiscriminados, assim como reitera a condenação daquelas que recorram ao 'lay-off' com suspensão do contrato de trabalho, muitas delas sem dar aos seus trabalhadores qualquer possibilidade de negociação".
Mais duas notas. Primeira, "quem aufere rendimentos mais elevados pode sofrer um corte maior, quem aufere rendimentos mais reduzidos, deve ver o seu salário menos afetado". Segunda, defende o sindicato, que "os cortes feitos nesta fase de transição possam ser repostos/compensados em data a acordar pelas partes na relação laboral desportiva, num momento de retoma financeira e com a possibilidade de adaptação, de acordo com a evolução da retoma das competições".