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O relatório do árbitro do jogo Ol. Hospital-Alverca B nega que tenham existido insultos racistas dirigidos ao guarda-redes Mateus Mendes, que esta terça-feira alegou ter sido alvo de expressões como "macaco" pelo adversário que viria a agredir a murro e pontapé após o apito final, o que levou à rescisão unilateral do contrato por parte do emblema ribatejano.
"O jogo foi prolongado para compensar o tempo perdido com substituições e assistências a jogadores. Na reunião final de jogo, realizada com os delegados de ambas as equipas e na presença das forças de segurança, o delegado da Equipa B referiu que, alegadamente, o guarda-redes n.º 28 lhe teria transmitido que lhe haviam dirigido, por quatro vezes, a expressão «macaco». Mais se esclarece que a equipa de arbitragem, nem as forças de segurança, não ouviram qualquer expressão ou comentário de natureza semelhante durante o jogo, nem foi abordada por qualquer atleta ou dirigente, no decorrer do mesmo, para comunicar ou denunciar uma situação dessa natureza", diz o relatório a que Record teve acesso.
Refira-se que Mateus Mendes já se encontrava com um processo disciplinar pendente, isto depois de ter partido duas portas no balneário após ter sido expulso também pela equipa B do Alverca num jogo com a Naval 1983, a 13 de setembro.