O engenheiro mecânico Talocha teve pouco tempo para saborear os dois golos marcados ao Sporting. Após o jogo da Taça de Portugal, o defesa do Vizela teve de se apresentar ao trabalho numa empresa de Famalicão, para fazer o turno da manhã que começou às... 6 horas.
“Estava cansado, ainda para mais sempre a pensar no que tinha acontecido. Só foi pena a eliminação”, contou a Record o benfiquista. “Teria tido um sabor especial ganhar este jogo. Agora, que seja o Benfica a conquistar a prova ou então o Famalicão, que também é o clube do meu coração”, acrescentou Talocha, de 25 anos. O lateral-esquerdo – que ontem recebeu dezenas de mensagens e telefonemas de felicitação – esteve 14 anos nos minhotos: nove na formação e cinco nos seniores. A dada altura optou por conciliar o trabalho com o futebol; agora, confessa que o “bichinho do profissionalismo voltou a despertar”, embora só admita colocar a carreira de jogador como prioridade “se surgir uma boa proposta”.
Por enquanto, saboreia o momento. “Só tive pena de não ter ficado com uma camisola de recordação, mas não houve tempo...” É que no dia seguinte, Talocha – que herdou a alcunha do pai, também jogador do Famalicão – tinha de acordar cedo para mais um dia de trabalho.