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Nuno Moura, médico ortopedista, de 48 anos, que durante cinco anos colaborou com o Vitória de Setúbal, cessou a sua cooperação depois do episódio da gripe, que atingiu os jogadores sadinos e que muito deu que falar antes do jogo com o Sporting, da 16.ª jornada da Liga NOS.
"Este ano ainda fui fazer um jogo da equipa (porque Dr. Ricardo Lopes não podia), fui inscrito na Liga pelo Vitória. Depois do jogo com o Sporting transmiti ao diretor clínico, Ricardo Lopes que não iria continuar com a relação institucional que tinha com o Vitória", afirmou a Record o médico, que explica não tinha contrato com o clube.
"No princípio da época tive um contacto com o presidente [Vítor Hugo Valente] que me ligou a dizer que estava interessado em que continuasse e que era importante que ficasse como diretor do departamento porque era uma mais-valia", refere, adiantando que continuava a colaborar devido à amizade com o diretor clínico Ricardo Lopes.
"A minha situação esteve sempre mal definida e continuei a não ser remunerado em qualquer das minhas funções", explica acrescentando: "Na sequência do incidente, que considero ter havido muita coisa não médica misturada com assuntos médicos - o assunto foi muito bem conduzido pelo dr. Ricardo Lopes, mas acho que houve uma ‘feira’ à volta do sucedido."
"Nunca duvidei da infeção viral. Conheço vários atletas e até tenho amizade com eles. O que aconteceu é uma realidade, não duvido. O dr. Ricardo até falou comigo sobre os jogadores que estariam ou não aptos a jogar. O que pode ter acontecido, numa tentativa de agravamento da situação ou de ganhar apoio na opinião pública, a direção levar a cabo a sua intenção de adiar o jogo. O espetáculo das máscaras e dos placares expostos, tenho a certeza que o dr. Ricardo não teve nada a ver com isso", afirmou.