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A chuva e o vento têm fustigado toda a região de Aveiro mas, até agora, sem grandes prejuízos para os clubes da Associação de Futebol de Aveiro. Para além de muitos treinos cancelados, sobretudo por questões de segurança devido às rajadas fortes, aos relvados – sintéticos e naturais – alagados ou de difícil prática, e aos pavilhões com humidade no piso, nenhuma competição foi cancelada no último fim-de-semana e, à exceção do CRAC e o Beira Vouga, não se prevê que seja no próximo.
"Estamos atentos e em constante contacto com todos os clubes que pertencem à associação e, até agora, não temos conhecimento de quaisquer danos materiais avultados, ou que sejam impeditivos de competir, salvo a CRAC, de Vagos, por causa das placas do telhado que voaram dos balneários, e o Beira Vouga, por não conseguirem chegar ao campo, devido às estradas alagadas”, explica José Neves Coelho, responsável máximo da AFA.
No CRAC, em Parada de Cima, as telhas dos balneários voaram no último sábado, ficando metade do telhado destruído e o resto inutilizado. Segundo Fernando Cartaxo, presidente do clube, o prejuízo ronda os quarenta mil euros, incluindo também “os acrílicos dos bancos de suplentes” e “muitos holofotes das torres de iluminação”.
“Estamos já a pedir orçamentos para reparar tudo o que ficou destruído, mas quem cá vem, para além do preço, diz também que está com muito trabalho, e que só daqui a dois ou três meses é que conseguirão fazer as obras. Não há mão de obra e as prioridades, acredito, são outras”, lamenta o responsável.
Os escalões da formação de Vagos não têm treinado, por causa da “parte do telhado que está muito insegura” e que a qualquer momento “pode voar”. Contudo, Fernando Cartaxo acredita que as equipas vão a jogo no próximo fim de semana: “os juvenis, à partida, vão ter o jogo adiado, e as equipas mais novas, as que jogavam em casa, temos conseguido alterar a ordem dos jogos. É um mal menor para os mais novos”.
No que toca ao Beira Vouga, de Frossos, em Albergaria-a-Velha, os problemas são outros. Devido às cheias, as estradas estão alagadas e não permitem o acesso ao campo. Os seniores foram os únicos que conseguiram treinar nas últimas semanas e Claúdio Santos, treinador da equipa, procura uma solução para melhorar a situação: “Já falamos com a Associação de Futebol de Aveiro que vai tentar encontrar uma solução para treinarmos na sexta, mas o pior é não temos material, porque não conseguimos chegar ao campo”.
Sobre o campeonato, da Segunda Distrital da AFA, e o confronto marcado para domingo, o treinador diz que com todas as dificuldades, a equipa “vai a jogo”. “Os regulamentos colocam o ónus na equipa da casa, e nesta altura, eles não aceitaram adiar. Temos de lá ir dar o nosso melhor”, afirmou.
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