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Associação de Futebol daquele país quer aproximar-se das principais liga europeias
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A Associação de Futebol do Japão (JFA) está a implementar mudanças que podem revolucionar o mundo do futebol. Com o objetivo de "olhar para além do Japão", o organismo daquele país reformulou por completo o formato do campeonato, tornando o calendário semelhante ao das principais ligas europeias. Ou seja, em vez de ser disputada de fevereiro ao início de dezembro, como acontecia desde 1993, a temporada 2026/27 arrancará em agosto e terminará em maio, com uma paragem de inverno em janeiro. Desta forma, o mercado de transferências também será coincidente com o da grande parte dos países.
Em declarações à agência Reuters, Yoshikazu Nonomura, presidente da Associação de Futebol do Japão, explicou que a mudança já estava pensada há muito e que será fundamental para o desenvolvimento do jogador japonês: "Agora os rivais dos nossos clubes são os principais emblemas da Europa e, por exemplo, para um avançado de 20 anos num clube da J-League os seus rivais são os avançados de 20 anos que se destacam na Europa. Focarmo-nos exclusivamente no futebol doméstico impede inevitavelmente o crescimento. Isso é claro a partir dos dados, por isso estamos a tentar mudar as coisas. Também é importante para as transferências e para as pessoas cujas profissões estão ligadas ao futebol, quer trabalhem sob padrões globais ou apenas dentro de uma estrutura industrial doméstica".
Ora, para 'preencher' os meses que ficarão sem competição - o campeonato terminou no início de dezembro e o pontapé de saída do próximo será dado apenas em agosto -, foi criado um torneio especial que terá regras... especiais. Já pensou na hipótese de não haver empates nem descidas? É isso mesmo que já está a acontecer no J1 100 Year Vision League que arrancou este fim de semana. Passemos a explicar.
Numa primeira fase, 20 clubes estão divididos em dois grupos (este e oeste), com cada um a funcionar como uma liga, havendo 18 jornadas que serão disputadas até maio. A novidade prende-se então com o facto de não poder haver empates ao longo desta fase. Ao fim de 90 minutos, se o marcador registar uma igualdade, haverá penáltis. No caso então de o jogo ir para penáltis, a distribuição da pontuação é feita de forma diferente. Quem vencer soma 2 pontos e quem perder 1.
Depois, no último fim de semana de maio e no primeiro de junho o primeiro classificado da zona este e o primeiro classificado da zona oeste defrontar-se-ão numa eliminatória a duas mãos. Quem vencer será coroado campeão e terá um lugar garantido na Liga dos Campeões asiática. As restantes posições do torneio também serão definidas através do confronto a dois jogos entre os emblemas da zona este e da zona oeste - por exemplo, o segundo classificado irá defrontar o segundo classificado e quem ganhar terminará o torneio em terceiro e quem perder em quarto. E assim sucessivamente.
Nesta fase, caso a eliminatória esteja empatada, haverá o tradicional prolongamento de 30 minutos. Depois, no caso de o marcador continuar a registar uma igualdade, haverá a habitual disputa de penáltis.
Prémios
Na fase de grupos, cada vitória em 90 minutos valerá cerca de 32 mil euros. Um triunfo nos penáltis 22 mil e uma derrota nos penáltis 11 mil. Depois, o vencedor terá direito a cerca de 274 mil euros, o 2.º classificado 238 mil e o terceiro 164 mil.
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