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Iranianos ricos com Peugeot 206

Iranianos ricos com Peugeot 206
• Foto: Luís Manuel Neves

Em 2008 Carlos aventurou-se para o desconhecido campeonato do Irão. Augusto Inácio era o treinador do Foolad e convenceu o guarda-redes a ir para a Ásia. O contrato era bom, mas o que mais fascinou Carlos foi a cultura diferente. "Em termos desportivos foi bom, mas como experiência de vida foi ainda melhor. Os iranianos vivem para a família. Colegas meus ganhavam muito dinheiro e andavam de Peugeot 206. Eu não percebia isso, mas depois vi as mulheres e as filhas deles carregadas de ouro, a família está sempre em primeiro lugar. É um povo que adora futebol e os estádios estão cheios, mas só com homens devido aos costumes de lá", refere.

Experiência única participar na CAN

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Nascido no Zaire (agora RD Congo), mas criado em Portugal, Carlos é filho de uma angolana e isso permitiu-lhe ser internacional pelo país africano depois de perceber que as portas da Seleção Nacional se tinham fechado. "Quando estava no Rio Ave falou-se da possibilidade de ir à Seleção A, mas quando saiu uma convocatória o Carlos Queiroz não me tinha chamado. O Manuel José telefonou-me a perguntar se queria jogar por Angola e aceitei. Estive em duas CAN e foram experiências indescritíveis. Estar a representar todo o povo angolano é uma coisa difícil de explicar, um misto de sentimentos. Adoro Angola e ainda espero voltar à Seleção, assim como posso ir para o Girabola", diz.

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