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João Manuel Pinto celebra título do Moncarapachense em lágrimas

Foto: Armando Alves
Foto: Armando Alves
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Clube sagra-se campeão do Algarve num jogo em que a GNR foi obrigada a usar a força

O Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense sagrou-se este sábado campeão do Algarve e irá na próxima época participar no Campeonato de Portugal. O conjunto orientado por João Manuel Pinto, antigo defesa de Benfica e FC Porto, estava a dois pontos de distância do líder Quarteirense, à entrada para a última jornada da prova, e bateu o seu adversário direto por 3-1, em casa, perante apreciável moldura humana.

Este é o segundo título da 1.ª Divisão da AF Algarve conquistado pelo Moncarapachense, que repetiu o feito de há 45 anos (1971/72), tendo na época seguinte participado na extinta 3.ª Divisão nacional.

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Fábio Marques (21') colocou o Moncarapachense na frente, na cobrança de um penálti, e antes do descanso o Quarteirense desperdiçou um penálti, com Kula a defender o remate de Ronal Abadia. Na segunda parte o Quarteirense chegou à igualdade, por Daniel Rodriguez (65'), num golo marcado com o pé descalço, o que é permitido pelas regras desde o começo desta época, mas o Moncarapachense foi superior na ponta final, colocando a marca em 3-1 por Betinho (71') e Fábio Marques (86', de novo de penálti).

Nota para os incidentes registados após o golo do empate, que obrigaram a uma intervenção mais musculada de militares da GNR, depois da vedação ter sido parcialmente destruída na zona onde se encontravam adeptos do Quarteirense.

João Manuel Pinto não conteve as lágrimas mal o árbitro apitou para o final da partida. "Ganhar tem sempre um sabor muito bom e mais ainda nas condições em que o conseguimos, pois tivemos de superar equipas profissionais e outras com excelentes estruturas e equipas muito fortes", referiu, agradecendo "aos jogadores todo o empenho nos treinos e nos jogos, cabendo-lhes por inteiro os louros desta vitória, sem esquecer o trabalho desempenhado pela direção e a estupenda colaboração prestada por todos os elementos da minha equipa técnica", referiu.

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Depois de experiências no Cinfães, na Suíça (Martigny) e no Brasil (setor de formação da Portuguesa dos Desportos), João Manuel Pinto "sabia os riscos que corria" ao aceitar trabalhar no distrital. "O António pode ter mais conhecimentos e capacidades mas se chega alguém com um passado no futebol português espera-se que as coisas possam acontecer... Felizmente aconteceram, fruto de muito trabalho", assinala.

O futuro de João Manuel Pinto ainda não está definido. "A meio desta caminhada abriram-se outras possibilidades e recusei porque não quis defraudar o grupo e as pessoas que confiaram em mim. Agora vamos festejar este momento histórico no percurso do Moncarapachense e depois veremos o que sucederá", adiantou.

Por Armando Alves
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