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Nuno Fonseca, presidente da Associação Panteras Negras, rubricou um comunicado oficial onde acusa Garrido Pereira e Reinaldo Ferreira, presidente e presidente adjunto do Boavista, respetivamente, de terem constituído recentemente uma sociedade comercial privada com o intuito de registar em nome próprio a marca Boavista Futebol Clube.
A associação considera que os dois dirigentes elaboraram uma “manobra de esvaziamento patrimonial e de apropriação ilegítima da identidade do Boavista”, bem como anuncia que foi formalizada uma “exposição junto da Administradora Judicial no sentido de salvaguardar uma intervenção imediata das instâncias competentes” com o objetivo de “impedir a concessão do registo da marca à sociedade privada” e abrir “uma participação criminal junto do Ministério Público para responsabilizar os membros da Direção envolvidos”.
Leia o comunicado da Associação Panteras Negras na íntegra:
"A Associação Panteras Negras, em representação da alma, da voz e dos interesses intransigentes dos adeptos e de todo o universo boavisteiro, vem por este meio público manifestar a sua profunda indignação, revolta e total preocupação face aos recentes acontecimentos relativos à tentativa de apropriação do maior ativo do Boavista Futebol Clube: a nossa Marca.
Temos acompanhado com extrema apreensão a gravidade dos factos denunciados e já comunicados à Sra. Administradora Judicial, Dra. Clarisse Barros. É absolutamente inadmissível e intolerável que, num momento de extrema vulnerabilidade e de processo de insolvência do nosso Clube, elementos da Direção - nomeadamente o Presidente e o Presidente Adjunto (Reinaldo Manuel Lopes Dias Ferreira e Rui Pedro Garrido Pereira) - tenham constituído a sociedade comercial privada "BOAVISTA GLOBAL, LDA.", cujo propósito principal de criação foi, entre outros, requerer junto do INPI o registo em seu nome próprio da marca nacional "BOAVISTA FUTEBOL CLUBE"
(Processo n.° 767721, Classe 41).
Esta manobra de esvaziamento patrimonial e de apropriação ilegítima da identidade, do prestígio histórico e da capacidade de rentabilização comercial do Boavista FC constitui uma afronta direta a todos os sócios, adeptos, credores e à própria sobrevivência do clube. Nenhuma intenção de recuperação pode coexistir com o desapossamento institucional dos símbolos sagrados do Boavista em benefício de interesses privados.
Por este motivo, a Associação Panteras. Negras informa que formalizou e enviou a respetiva exposição urgente à Sra. Administradora Judicial, exigindo a intervenção • imediata das instâncias competentes para:
* A adoção de todas as providências cautelares e oposição formal junto do INPI para impedir a concessão do registo da marca à sociedade privada "BOAVISTA GLOBAL, LDA.";
* A junção desta denúncia ao processo de insolvência e a imediata participação criminal junto do Ministério Público, desencadeando a efetiva responsabilização civil e criminal dos membros da Direção envolvidos.
Continuaremos atentos e na primeira linha da defesa dos superiores interesses do Boavista Futebol Clube.
Pelo Boavista, sempre!
Por ti Boavista, esta bancada não vai cair!