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Miguel Reisinho: «A imagem deste grupo é que não se esconde nas dificuldades»

• Foto: Boavista

Miguel Reisinho recebeu o prémio de jogador do mês de outubro, numa votação online dos axadrezados e o médio fez questão de agradecer "a todos os adeptos" pela distinção.

"Os prémios individuais são sempre bons, mas, de momento, não há muito a pensar nisso, temos de pensar nos objetivos coletivos e passa já pelo próximo jogo", fez questão de reforçar o jogador que marcou os dois penáltis que valeram o empate em Guimarães no jogo da 8ª jornada da Liga Portugal Betclic.

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"Claro que foi um sentimento especial marcar contra o Vitória e ainda por cima como foi", confessou, lembrando que naqueles momentos dos dois penáltis sentiu "pressão, mas sempre confiante". "Quando pego na bola, sei que vou fazer o meu trabalho e sabia que ia fazer golo", recordou, virando já agulha para o jogo de amanhã, em Barcelos.

"Esperamos um adversário difícil, como todos, mas sempre com o objetivo de pontuar e trazer de lá os três pontos. Vai ser um jogo difícil, mas estamos a trabalhar bem e queremos dar uma resposta. A imagem deste grupo é que não se esconde nas dificuldades e é por isso que estamos a trabalhar", fez notar, assumindo, ao mesmo tempo, que nos últimos confrontos a equipa tem sido mais reativa do que ativa.

"Sim, pode-se pegar nesse aspeto, mas quando entramos no campo queremos ganhar, independentemente do jogo. Ultimamente temos reagido mais, mas estamos a trabalhar para que seja o contrário e agora, com o Gil Vicente, vamos dar uma boa resposta", juntou, reconhecendo o sentimento agridoce por receber o prémio do jogador de outubro num mês em que o Boavista é eliminado da Taça de Portugal e perde com o Moreirense.

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"Sim, porque, como disse, é sempre bom receber prémios individuais, mas o que interessa é o coletivo. E quando os objetivos coletivos forem realizados, é muito melhor e não penso muito nos prémios individuais", reforçou, olhando para uma realidade distinta desta época, com um contexto muito complicado em que os axadrezados têm um núcleo duro de apenas 13/14 jogadores.

"Temos um plantel jovem, como toda a gente sabe, e não só eu, mas as pessoas mais velhas do clube tentam passar a mística, o trabalho, o dia-a-dia, acho que isso é o que vai fazer que futuramente consigamos os nossos objetivos. Nós automaticamente já sabemos as dificuldades do clube, não vamos tentar esconder disso, mas este grupo está preparado para dar sempre boas respostas nas dificuldades e este ano não vai fugir a regra. Independentemente das dificuldades, temos um grupo capaz de conseguir os objetivos do clube", alertou o médio de 25 anos que, apesar de tudo, caminha para a sua melhor época, uma vez que já tem três golos em apenas oito jogos, depois de ter conseguido quatro (mais quatro assistências) nos 33 que cumpriu na temporada passada. "Se não tiver lesões, acho que sim. Espero fazer melhor que o ano passado, é isso que quero fazer", concluiu com esperança.

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Por António Mendes
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