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O técnico Petit assumiu a adversidade do impedimento de inscrever reforços, principalmente face à saída de uma mão cheia de unidades influentes na manobra da equipa da época passada, mas também não se refugiou na falta de opções para projetar um arranque de época com ambição.
"As dificuldades são patentes, ficamos sem cinco jogadores influentes, mais o Sasso, que ainda está lesionado, mas o mais importante é que mantivemos a base da equipa anterior e eles já sabem o que pretendemos. Queria, como qualquer treinador, ter um plantel competitivo e recheado de bons jogadores, mas compete-me valorizar as unidades à disposição. É um lote de 32 jogadores, sendo que 15 são oriundos da formação e ainda estão a dar os primeiros passos, mas também acredito que a base é boa e que temos capacidade para realizar uma época capaz de dar expressão aos 120 anos que o Boavista vai celebrar. Além disso, quem me conhece também sabe que nunca viro a cara à luta", confidenciou o treinador.
Foco na aplicação ainda longe da disponibilidade ideal e sem poder contar com o guardião César, devido a lesão, mas já com a perspectiva de ultrapassar o jogo a disputar amanhã à porta fechada frente à U. Leiria, para a primeira fase da Allianz Cup.
"São 20 dias de trabalho, o que acaba por ser curto para uma pré-época habitual, pelo que é normal que os jogadores ainda não estejam na sua melhor forma, mas depara-se um jogo a doer, onde queremos começar bem, pese embora também seja uma partida que servirá para avaliar a evolução do grupo", comentou Petit, reconhecendo que "preferia ter adeptos no estádio": "Já devem estar com saudades de ver a equipa, mas não os podemos ter. Os quatro jogos de preparação que realizámos também desenrolaram-se à porta fechada. A diferença é que este é um desafio a eliminar e estamos focados em dar uma boa resposta para seguir em frente na prova".
Por Pedro Malacó