Petit: «Se nós não fizermos o nosso trabalho, ninguém o vai fazer por nós»

• Foto: Lusa

Depois da pausa para a seleções, o Boavista regressa este sábado à Liga Bwin com uma visita ao terreno do Famalicão. No lançamento da partida, Petit admitiu estar à espera de um adversário difícil, reconhecendo que vai ter de voltar a fazer ajustes no onze devido aos castigos de Porozo e Javi García, bem como de lesionados de última hora, que o técnico axadrezado preferiu não revelar.

Como está o Boavista depois desta pausa e como foi gerida a questão do Cannon? "Se fosse hoje o jogo, tínhamos aqui algumas ausências. O Reggie Cannon ainda não está cá. Há indisponíveis por castigos e também alguns lesionados. Estas pausas às vezes são importantes para recuperar jogadores e connosco aconteceu o contrário. Ainda assim, estamos preparados para um jogo muito difícil, contra um adversário bom e o onze que entrar vai dar uma boa resposta. Claro que nós treinadores gostamos de ter todo o plantel disponível, infelizmente não o vamos ter, e teremos de fazer alguns ajustes".

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Famalicão é um trauma? "Não. É um adversário que respeitamos, que tem jogadores com qualidade e um coletivo forte, que joga numa estrutura idêntica à nossa, mas estudámos bem o adversário e sabemos como o podemos ferir e como eles nos podem causar dificuldades e foi isso que trabalhamos nestas semanas. Trabalhamos sempre da mesma maneira e sempre com a mesma ambição para conquistar os três pontos".

Dores de cabeça na defesa: "Não é uma defesa inventada, porque os jogadores já trabalham connosco há algum tempo e sempre que falo para um central falo alto, para que todos os jogadores que possam eventualmente ser adaptados possam ouvir, minimamente poder cumprir. O Porozo e o Javi estão castigados. O Cannon poderá chegar amanhã. Não é fácil trabalhar sem esses jogadores, mas nunca me vou desculpar com as ausência, porque faz parte do meu trabalho encontrar soluções".

Experiência na luta pela permanência: "Tenho essa experiência ao longo da minha carreira como treinador, mas o mais importante é olhar para nós e não para os outros. Claro que estamos atentos à classificação, mas o foco é jogo a joga e conquistarmos sempre os três pontos. Se nós não fizermos o nosso trabalho, ninguém o vai fazer por nós"

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Dificuldades nesta pausa para as seleções: "As pausas às vezes são positivas e outras vezes negativas. Tivemos a ausência de alguns jogadores que foram as seleções e outros que se lesionaram. Tivemos de chamar muitos jogadores dos juniores. Gostamos de ter sempre um plantel completo, para o treino ser competitivo, para dar mais rotinas às nossas ideias, mas tivemos um plantel curto nestes últimos 15 dias. Nós somos pagos para encontrar soluções e dar continuidade ao processo de crescimento dos jogadores. Amanhã vamos apresentar um onze que não foge muito à nossa ideia de jogo".

Evolução do adversário após a chegada do Rui Pedro Silva: "Desde que mudou de treinador, mudaram de sistema, começou a usar os três centrais, com os dois alas a fazer corredores, o João Teixeira a vir muito para dentro, com muitas dinâmicas diferentes, mas tem bom plantel e reforçou-se em janeiro com qualidade. Nós analisamos e vimos aquilo que é a ideia deles e estamos conscientes daquilo que o adversário faz, mas também temos de olhar para o que temos feito neste campeonato. Temos sido competitivos, uma equipa que causa algum receio porque chegamos rápido à baliza contrária e jogamos com muita intensidade".

Apuramento de Portugal para o Mundial: "Vi com felicidade o apuramento. Estávamos todos à espera de que isso acontecesse. Parabéns ao Fernando Santos. É importante estar presentes nestas fases finais e estou extremamente orgulhoso por estarem presentes em mais um Mundial".

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Por Record
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