Petit desvalorizou o conforto que o Boavista usufrui por já ter o apuramento garantido na Allianz Cup e garante que vai encarar a receção ao V. Guimarães com a máxima seriedade. Compromisso em função da grande rivalidade entre os dois emblemas, bem como pela necessidade de potenciar os jogadores para as exigências que o campeonato vai reclamar em breve.
"Todos os jogos são importantes e como jogamos em casa e dada a grande e saudável rivalidade, o Boavista vai apresentar-se com um onze forte, dentro daquilo que tem sido a nossa ideia na Allianz Cup, no sentido dar uma boa resposta", comentou o treinador, salientando também "a importância de dar minutos aos jogadores para manter a consistência nas rotinas": "Não sei o que acontecerá pela parte do Vitória, mas, atendendo à rivalidade, acho que o Moreno sabe o que está a fazer. Vamos jogar com quem nos dá mais garantias, até porque nesta fase não há muitos jogos e uma partida oficial é sempre muito diferente de um treino".
Otimização de recursos que Petit revelou continuar a privilegiar espaço para o crescimento do guardião João Gonçalves, mas também no sentido de aprimorar a alteração estratégica que os axadrezados vincaram recentemente em Vigo, no particular que apadrinhou o centenário do Celta e onde Petit trocou o habitual sistema de três centrais por uma linha defensiva de quatro elementos.
"A vantagem é que com os mesmos jogadores podemos adaptar a equipa aos dois sistemas. É sempre importante ter os jogadores preparados para corresponder às exigências e tanto podemos usar um esquema com três centrais, como emprestar mais profundidade. Também foi para isso que a paragem serviu, para dar mais rotinas e para eles compreenderem melhor as dinâmicas de cada modelo", justificou Petit, esclarecendo ainda que está "tranquilo em relação ao mercado de inverno": "Confio na qualidade que tenho e não estou à espera de ninguém. Gostava é de não perder soluções, mas sei bem como é a realidade do futebol, apesar de que temos um grupo mais extenso também para poder satisfazer todas as opções".
Por Pedro Malacó