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O PS vai propor na reunião de executivo de terça-feira que a Câmara do Porto proteja a zona do Estádio do Bessa rejeitando alterações no PDM e através da sua classificação como área de reabilitação urbana (ARU).
Na proposta intitulada "Em defesa do Boavista Futebol Clube e da zona desportiva do Bessa", a que a Lusa teve hoje acesso, os vereadores socialistas querem que a autarquia reafirme que rejeitará qualquer modificação no Plano Diretor Municipal (PDM) que "permita desvirtuar os fins" daquela zona desportiva ou que "lhe acrescente capacidade construtiva para além do que já está consagrado num contexto que não seja o da preservação do património desportivo", mas também que prepare com urgência a classificação da zona como Área de Reabilitação Urbana (ARU).
Para os vereadores da oposição, a preservação do património desportivo do Bessa é "vital para assegurar um futuro" ao clube e é também "primordial para assegurar a permanência de uma cidade equilibrada, cómoda, em que se possa viver com qualidade".
Para além da proteção do património do clube, a vereação do PS quer que a autarquia assegure condições aos desportistas das várias modalidades do clube, que "apele à administradora de insolvência para que paute a sua atuação tendo em conta a relevância social da ação do Boavista Futebol Clube na cidade e no país", e que, na qualidade de acionista, intervenha pugnando pelo "urgente encerramento da sociedade desportiva [Boavista Futebol SAD] transformada num fator adicional de instabilidade na situação do Boavista Futebol Clube".
"Há domínios em que a intervenção do município se justifica plenamente e o município pode constituir o garante da sobrevivência e do ressurgimento do Boavista. Representando o sentir e a vontade dos portuenses, a autarquia deve fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar o Boavista a superar este momento muito infeliz e delicado", justificam os socialistas.
Na semana passada, a administradora de insolvência anunciou que o Boavista encerraria a atividade até ao fim de julho, após falhar o depósito na conta da massa insolvente dos credores do clube da verba para suportar as despesas correntes em junho, numa decisão que incidia em quase 1.500 atletas, de 31 modalidades e que já tinha estado perto de suceder algumas vezes desde dezembro de 2025.
Um movimento de associados, adeptos e encarregados de educação dos atletas conseguiu, contudo, assegurar a verba necessária para que hoje fosse possível reabrir as instalações do Estádio do Bessa.
A entrega das chaves do Estádio do Bessa e de espaços adjacentes, livres de pessoas e bens, está prevista até 31 de julho, mas o movimento 'Salvar o Boavista' angariou cerca de 50.000 euros nas últimas horas e continua a aceitar donativos para tentar evitar o encerramento do clube.
Por Lusa