Festa da subida na Segunda Liga desviada 450 km para sul
Transmontanos souberam no relvado que falhavam o objetivo. lágrimas de alegria passaram a ser de tristeza...
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Sábado, 24 de maio de 2015. Os relógios estão a chegar às 19 horas e alguns jogos da última ronda da 2.ª Liga já acabaram. Em Chaves, depois do 2-0 à Oliveirense, festeja-se a subida, apesar de outras partidas ainda não terem sequer terminado.
Cerca de 450 km a sul da cidade transmontana, o União da Madeira vence o Oriental, por 3-0, mas em Lisboa esse triunfo não é suficiente para os madeirenses subirem, pois dependem de terceiros. De repente, em Freamunde, num jogo no qual o Tondela nem precisa do resultado - sobe mesmo se perder - um lance muda o destino de dois clubes. No último minuto dos descontos, André Carvalhas, num livre perfeito, iguala a partida. Com o 1-1, o Tondela confirma a inédita ascensão ao escalão principal e é também campeão.
O momento de inspiração do jogador formado no Benfica muda tudo. Um minuto antes estavam quatro equipas empatadas nos 80 pontos, com Chaves e Tondela promovidos. Com o golo de Carvalhas, o clube beirão isola-se com 81 e deixa os outros três empatados (Sp. Covilhã no lote), o que favoreceu o União da Madeira.
No velho Carlos Salema o jogo ainda decorre e é interrompido com a notícia do golo do Tondela, festejado como se fosse mais um do União. Termina pouco depois, mas permanece o silêncio até acabar o outro jogo; nessa altura sim, rebenta a festa. Enquanto em Chaves as lágrimas de alegria passam a ser de tristeza, em Lisboa canta-se ‘o União voltou’, 20 anos depois.
Vítor Oliveira é o ‘senhor das subidas’
Em termos religiosos sempre existiu o Senhor de Matosinhos; em termos desportivos a cidade tem também o ‘senhor das subidas’. Vítor Oliveira não é propriamente o rei Midas, não transforma em ouro tudo o que toca, mas os números não mentem: a probabilidade de uma equipa subir ao escalão principal aumenta bastante quando o tem como treinador. O União, há 20 anos afastado da 1.ª Liga, tornou-se num dos candidatos à subida com a chegada do técnico. Não falhou o objetivo por minutos, mas a verdade é que estava na luta e subiu mesmo, sendo esta a sua 8.ª promoção ao escalão principal. Nenhum treinador subiu tantas vezes e parece difícil igualá-lo, até porque Vítor Oliveira está agora no Chaves... a lutar por nova subida.