Nuno Lobo crê em "maioria silenciosa" e diz: «Proença teve medo de me enfrentar cara a cara»
Candidato da Lista 2 à presidência da FPF falou aos jornalistas na Cidade do Futebol
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Nuno Lobo, candidato da Lista 2 à presidência da FPF, mostrou-se confiante e "otimista" na eleição em declarações aos jornalistas, na chegada à Cidade do Futebol, onde exerceu o direito de voto nas eleições que estão a decorrer como um dos 84 delegados, na qualidade de presidente da AF Lisboa.
"Estou muito otimista, venho acompanhado por muitos dos meus apoiantes desde o início, pois este projeto nasceu na base do movimento associativo. Estou muito otimista e plenamente convicto que hoje, depois das 19 horas, serei declarado presidente da Federação Portuguesa de Futebol", começou por referir, antes de responder a questões dos jornalistas.
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Está convicto que Comissão Eleitoral fará tudo para que o ato decorra normalmente?
"Efetivamente, solicitámos à Comissão Eleitoral que fosse proibida a utilização de qualquer tipo de aparelho para a gravação de imagens. Infelizmente, e incompreensivelmente, a outra candidatura não aceitou o nosso repto. A Comissão Eleitoral tem um parecer jurídico em que não lhe permite obstar a essa utilização, mas estou convicto que este ato será fiscalizado não só pelos nossos delegados, como também pela mesa eleitoral. Estou que cada delegado irá, naquilo que é o último reduto da democracia, em consciência, votar naquilo que é o melhor para o futebol português. E isso não tenho dúvidas. A melhor equipa para o futebol português, o melhor projeto, aquela que não está capturada por interesses económicos, desportivos, de votos, é a candidatura da lista 2."
Qual a diferença entre usar ou não telemóveis?
"Aquilo que chegou à nossa candidatura foram relatos que estava a ser solicitado a vários delegados, a captura de imagens para comprovar o voto na outra candidatura. São apenas relatos, suspeições que tivemos e, portanto, fizemos aquilo que no Estado de Direito se faz. No local próprio, no meio próprio, levantar essa questão."
Sentido de voto está decidido antes de começar as eleições?
"Não, por isso é que é muito importante o voto secreto. Nos últimos meses, diz-me precisamente o contrário, que apesar de muita gente ter medo de assumir publicamente o apoio à minha candidatura. Basta ver aquilo que são os apoios às listas e às comissões de honra do Dr. Pedro Proença, para ver onde é que está o sistema. Essas imagens valem mais por mil palavras. E, portanto, estou convicto que no voto secreto tudo isto vai mudar hoje."
Acredita que existe uma maioria silenciosa?
"Acredito claramente que existe uma maioria silenciosa e espero que hoje fale aqui muito alto."
Não faltou um debate entre si e Pedro Proença?
"Claro, pedi muitas vezes, pedi em diversos órgãos de publicação social, pedi na comissão eleitoral, mas infelizmente o Dr. Pedro Proença não respeitou aquilo que o país merecia. Estamos a falar de uma federação. Mas porquê é que acha que isso aconteceu? Porque teve medo. Porque o Pedro Proença não conhece aquilo que é o futebol português. Conhece uma parte do futebol português, que é o futebol profissional, mas a federação é muito mais do que o profissional. E, portanto, teve medo, teve receio de me enfrentar cara a cara para trocarmos como homens livres que somos, ideias para que as pessoas pudessem votar ainda mais em consciência."