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André Mosqueira do Amaral, diretor-executivo da Liga Portugal, é o convidado do Negócios Record
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ANDRÉ MOSQUEIRA DO AMARAL - O processo de centralização radica, como sabem, num decreto-lei de 2021. Sempre se falou muito que este processo já poderia ter sido feito muito antes disso, até do próprio decreto, e a verdade é que, noutras ligas, como a francesa, a centralização foi feita há mais de 40 anos; no caso inglês, há mais de 30; e em Espanha já lá vão 12 ou 13 anos. No fundo, Portugal pegou neste assunto muito mais tarde. No entanto, olhando para o que estamos a fazer neste momento, achamos que é um momento favorável, não só pelas experiências acumuladas noutras ligas, mas também porque existe hoje uma configuração de mercado diferente. O nosso trabalho na Liga está muito em linha com o que foi definido quando o Presidente Reinaldo Teixeira e a sua direção executiva iniciaram funções. Sempre dissemos que era necessário criar "tensão competitiva". Para maximizar o valor dos direitos, é preciso criar essa tensão, e muito do nosso trabalho tem sido em torno disso. Hoje estamos numa posição quase contracíclica face a outras ligas pelo número de possíveis interessados que olham seriamente para os nossos direitos. Atualmente, temos sete potenciais ofertantes capacitados e com uma estratégia definida. As ofertas em si serão articuladas numa série de leilões — três propostas que temos calendarizadas para 2026 ou, eventualmente, início de 2027. Nessas propostas haverá uma componente de produção, que é uma das novidades: separar a propriedade dos direitos da forma como eles são produzidos. Isso dá-nos muito mais capacidade de gestão sobre a qualidade do produto audiovisual e valoriza a possibilidade de integrar inovações tecnológicas que tornam o produto mais interessante e a sua exploração mais eficiente.
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