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O FC Porto carimbou o 21.º título de juniores ao vencer fora o Gil Vicente, por 3-2. E, na hora da celebração, o técnico António Folha não esqueceu Pinto da Costa. "Dedico este título à minha família, a todos os portistas e ao presidente, que sempre apoiou muito esta equipa. É o meu primeiro título e sinto-me muito orgulhoso", referiu o antigo extremo, de 43 anos.
Após quebrar um jejum de quatro anos – os dragões não eram campeões desde 2011 –, António Folha teceu duras críticas. "Sabíamos que ia ser muito difícil. Aproveito para dizer a algumas pessoas ligadas à FPF que deveriam ter vergonha na cara e deviam respeitar todos os jogadores por igual. Se não fosse campeão, diria o mesmo", garantiu, radiante com o triunfo.
Contudo, a tarefa ontem não foi fácil. Os gilistas queriam reforçar o estatuto de equipa sensação – terminaram em 3.º lugar, à frente do Benfica – e complicaram a vida ao FC Porto. O primeiro golo surgiu apenas aos 30 minutos e num lance de infelicidade de Sobrinho, que fez autogolo. O trinco Chidozie aumentou para 2-0, pensou-se que tudo estava resolvido, mas em cima do intervalo o central Tuca reduziu para os galos.
A tranquilidade surgiu aos 63’, quando Sérgio Ribeiro marcou de forma irrepreensível um livre direto e fez o 3-1. "Trabalhámos o ano todo para merecer este prémio. Fizemos um grande jogo aqui, em Barcelos, e este título é o reflexo do trabalho coletivo", afirmou o médio a Record. Só que a equipa de Nandinho mostrou qualidade, pressionou os portistas e ainda conseguiu reduzir, aos 85’, com um autogolo de Lumor. Mas já não houve tempo para mais e o apito final de André Gralha confirmou o título para os dragões, que festejaram no relvado do Adelino Ribeiro Novo.
Sonho realizado
O avançado Leonardo foi dos mais efusivos. "Merecemos este campeonato. Agora é desfrutar porque merecemos, fomos os melhores", frisou. Já o guarda-redes João Costa falou de um "sonho concretizado". "Termino a formação em grande, na terra onde nasci e ao serviço do clube que mais amo", sublinhou, quase em lágrimas.
Por fim, o central Diogo Verdasca – que ontem não saiu do banco – considerou que "a equipa fez uma fase final brilhante".