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Quando faltava apenas um quarto de hora para o apito final, a partida estava muito complicada para o Sporting, já que o nulo mantinha-se teimosamente no marcador. Só que os leões acabaram por carimbar o triunfo com dois golos de rajada e já em superioridade numérica devido à expulsão de Gonçalo aos 72 minutos.
Elves Baldé revelou-se determinante. Isto porque aos 76’ ganhou espaço no flanco esquerdo, cruzou com critério e Bernardo Sousa abriu o marcador. Escassos dois minutos depois, novamente com muito espaço, rematou colocado de fora da área e deu a tranquilidade no resultado.
A estratégia da Naval – que assentava em manter as linhas muito recuadas de forma a tapar todos os caminhos da sua baliza – ruiu perante uma equipa do Sporting que sentiu naturais dificuldades em criar perigo no ataque. E a primeira grande ocasião da primeira parte até pertenceu à Naval, com Igor a surgir bem posicionado à entrada da área e a rematar com muito perigo por cima da trave (22’).
Apesar de atuar de forma algo previsível, o Sporting criou duas excelentes ocasiões antes do intervalo. Bernardo Sousa, em jogada individual, e Douglas Aurélio tiveram nos pés o golo, que foi negado por Igor Ribeiro (excelente exibição) com duas grandes intervenções.
Mexidas no xadrez
O reatamento trouxe mais do mesmo, o que obrigou o técnico dos leões, Tiago Fernandes, a mexer na equipa para tentar conquistar a vitória. O Sporting remeteu então a Naval para junto da sua grande área até que a já referida expulsão de Gonçalo, por acumulação de amarelos, complicou ainda mais a vida dos visitantes.
Após os dois golos de rajada, o Sporting podia ter ampliado a vantagem – Bragança obrigou Igor a nova bela defesa e Pedro Mendes atirou por cima –, mas seria um castigo severo para a Naval.
Por Vasco Antão