Vítor Manuel: «Importante é pôr a casa em dia»

• Foto: Paulo Esteves/arquivo

O ex-jogador e treinador Vítor Manuel foi um dos sócios da Briosa que fez questão de usar o direito de voto nas eleições deste sábado. Pouco depois das 11h30, deslocou-se à Mesa 1 – local de voto dos sócios mais antigos –, entregou o boletim e saiu mais confiante com o futuro da sua Académica.

"Esta é uma nova era, um novo ciclo. Espero que seja um ciclo de sucesso, que faça com que a Académica regresse rapidamente à 1.ª Liga", sublinhou a glória dos capas negras, que defendeu os estudantes, como jogador, entre 1992 e 1997, e como treinador principal, em seis temporadas, admitindo, porém, que o futuro pode trazer um longo caminho para a Académica. "Às vezes é preciso dar passos atrás para as coisas serem bem planeadas e organizadas. Há o enorme desejo, desportivo, de que o regresso ocorra já na próxima temporada, mas o importante é mesmo pôr a casa em dia. Podemos tirar proveito deste momento", frisou.

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Orlando lembra passado

Em 20 de maio 2012, de Orlando era, muito provavelmente, um dos homens mais felizes do mundo. Naquele dia, em pleno Estádio do Jamor, o ex-central da Académica levantou a Taça de Portugal, num dia que foi, claro, histórico para a Briosa. Então, o que aconteceu para que o momento seja agora tão diferente? A resposta é dada por Orlando…

"Este é um momento muito triste, daqueles que nunca nos passa na cabeça. É dramático, porque a Académica não merece jogar na 2.ª Liga. O que correu mal? Opções técnicas, contratação de jogadores, políticas internas… As decisões, desde esse dia, revelaram-se não serem as melhores. Em vez de irmos para cima, viemos para baixo", sublinhou Orlando, que aproveitou o momento para se reencontrar com muitos funcionários da Académica, amigos que ficaram para sempre. E nas muitas conversas que teve, também lembrou o momento da conquista. "Recordo que ficamos em transe. Levantar a Taça foi um momento que nunca mais vou esquecer. Este será sempre o meu clube. Não conseguimos ficar indiferentes. Fui muito acarinhado e deixei muitos bons amigos e adoro a Académica, é o que posso dizer", frisou, não pondo de parte a possibilidade de voltar. "Gosto da Académica, porque gosto. O regresso já teve para acontecer há dois anos, na altura para o departamento de formação, e se pensarem de novo que posso ser útil então irei dar, com toda a paixão, o melhor para a Académica. Até lá vou ser o adepto que sempre fui", atirou.

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Por Ricardo Chambel
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