Nuno Manta Santos e a subida do Torreense: «O bolo já está feito, falta concluir com a cereja»

Treinador da equipa de Torres Vedras aponta à conquista da primeira edição da Liga 3 na final com a Oliveirense

• Foto: David Cabral Santos
Nuno Manta Santos realçou a importância de o Torreense ter conseguido marcar cedo na vitória (3-0) sobre o V. Guimarães B e que carimbou a subida da formação de Torres Vedras à Liga Sabseg.

"Preparámos muito bem este jogo. Sabíamos do valor do adversário, as características e o padrão de jogo que apresentavam. Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil se não respeitássemos o adversário. Tivemos a felicidade de, nos minutos iniciais, fazer um golo de bola parada, que nos deu logo uma tranquilidade muito grande para o resto do jogo. Depois, com a estratégia que tínhamos definido para o jogo, penso que controlámos bem o adversário, que nunca nos causou grandes situações de perigo, principalmente na primeira parte", começou por dizer o técnico do Torreense.

"Na segunda parte, estavam a empurrar mais para trás e estávamos com a linha mais baixa a defender, para aproveitar umas transições. De resto, a equipa esteve, no plano estratégico, muito bem, com a agressividade positiva que é pedida neste tipo de jogos, muito focada e determinada em conseguir o objetivo final que nos tínhamos proposto desde o início da época", acrescentou.

Tranquilidade dada pela vantagem ao intervalo

"Era muito importante acabar a primeira parte a vencer, para dar tranquilidade, não entrar num sufoco e não estarmos com o ouvido no outro jogo. Foi muito bom ter feito três golos na primeira parte, dois de bola parada e um de jogo corrido. A equipa esteve muito bem na primeira parte. Na segunda parte, há outras emoções que mexem com o estado de espírito, nas decisões dos jogadores e na vontade de querer ganhar e defender a nossa baliza. Gosto de ter a baliza a zero e é muito importante esse trabalho defensivo, a capacidade de superação e a resistência ao jogo do adversário. A equipa esteve muito madura em alguns momentos do jogo, com experiência."

Objetivo da subida de divisão

"Quando vim para cá, a administração explicou-me claramente o objetivo do Torreense e eu aceitei. O objetivo era subir de divisão. Ao aceitar, sabia a responsabilidade e onde me estava a meter em termos de carreira profissional. Sabia que ia ser um trabalho difícil e árduo."

Apoio da direção

"A equipa não era constante na sua exibição em alguns jogos, mas deram-me carta branca para fazer o que quisesse. Isso dá tranquilidade a um treinador para fazer o seu trabalho. Uma administração a apoiar o treinador, a não faltar com nada a jogadores e equipa técnica, e, depois, todo o staff contribuiu para este desfecho final. É um trabalho de toda a gente, não é só do treinador e dos jogadores."

De olho na final contra a Oliveirense

"Quem me conhece sabe que a minha mente já está a pensar em como vai ser o jogo daqui a 15 dias, como vai ser o adversário, o ambiente, a relva ou o tamanho do campo no Jamor. Já estou a pensar no próximo jogo. Irei divertir-me e festejar, mas nos momentos e locais certos. Falta a cereja em cima do bolo. O bolo já está feito, agora é mesmo concluir com a cereja. Será a primeira taça [da Liga 3] e terá um significado muito maior para a equipa que vencer."

Próxima época e disputa da Liga Sabseg

"É preciso ter os pés bem assentes, saber fazer bem as coisas, projetar bem e delinear um bom plano. O Torreense tem todas as condições para crescer em termos de estrutura, de equipa e cimentar-se na II Liga, devido à região e aos adeptos. Esta massa adepta que esteve aqui hoje é um bom crescimento e um sinal que o clube pode aproveitar nos próximos anos. É uma questão de manter, acima de tudo, os resultados, que têm de ser positivos para atrair os adeptos", concluiu.

Por Record com Lusa
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