Silas confirmou este domingo, após o duelo com o Nacional, que irá deixar o comando do Mafra no final da temporada. Na base da decisão está a necessidade de encontrar um projeto mais estável.
"Em primeiro lugar, quero felicitar o Nacional e o Santa Clara por voltarem à Primeira Liga. São clubes importantes e que merecem este feito, pois foram as duas melhores equipas da Segunda Liga", começou por dizer.
"Relativamente ao jogo, já sabíamos que ia ser difícil, porque estávamos a jogar contra uma das melhores equipas da Segunda Liga, mas acho que estivemos muito bem. Já tive o cuidado de ver a estatística, acabou por ser muito dividido, até similar ao encontro da primeira volta. Demos minutos a alguns jogadores menos utilizados mas o Nacional acaba por ter muito mérito na vitória. Para nós, foi um jogo para cumprir calendário, mas nós procurámos também que fosse um jogo aberto, para que as pessoas que vieram ao estádio pudessem ver oportunidades de golo em ambas as balizas."
Futuro
"Entendemos [equipa técnica] que precisamos de um outro tipo de projeto. Fizemos aqui um trabalho do qual nos orgulhamos muito, com vários jogadores jovens, somos a terceira equipa mais jovem da Segunda Liga. Mas vamos perder muita gente na próxima época e construir uma equipa nova todos os anos é sempre difícil para nós, queremos um pouco mais de estabilidade e, por isso, vamos à procura de um clube que nos permita lutar por outros objetivos.
Jamais falaria com alguém antes de dar a conhecer a minha decisão ao Mafra. Fomos muito bem tratados, gostamos muito de estar aqui. Quero, por isso, agradecer ao presidente José Cristo e ao Quim Zé [diretor da SAD] pelo apoio ao longo da temporada. Por uma questão de lealdade não aceitámos falar com nenhuma equipa acerca da nossa decisão, por isso só a partir de agora é que vamos começar a falar com potenciais novas equipas.
Esta equipa técnica está à procura de um projeto ambicioso. Se pudéssemos ficar com a maioria dos jogadores para a próxima temporada, seria algo muito atrativo para nós, mas as hipóteses de mantermos uma base forte para o ano são muito curtas, por isso decidimos que era altura de procurar outro projeto".
Por Record com Lusa