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Rui Dias: «Olhar para cima»

No seu período áureo à frente do Olivais e Moscavide, Rui Dias proferiu uma frase que ficou para os anais. “A competência não tem BI”, asseverou. É certo que não terminou a época no clube dos arredores de Lisboa, mas deixou-o acima da linha de água. A experiência posterior no Vihren, da Bulgária, só durou dois meses e meio. Até por isso o Varzim é um desafio à medida deste técnico que não receia lançar jovens, a exemplo do que sucedeu com Miguel Veloso, Bruno Pereirinha ou Celestino.

“Garanto que estou aqui mais para olhar para cima do que para baixo”, frisou na sua apresentação oficial como sucessor de Diamantino Miranda, propondo-se “vencer rapidamente” e levantando a ponta do véu em relação à filosofia que pretende implementar. “A responsabilidade começa num sonho e, quando começamos a sonhar, começamos também a ser responsáveis por aquilo que fazemos. Temos um grupo de jogadores ambiciosos, fortes, que poderão levar a equipa mais longe”, salientou.

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Avaliação

O primeiro passo de Rui Dias reside no correcto apalpar de pulso ao plantel. “Sei que a direcção está atenta ao mercado, mas o momento é de avaliação”, refere, traçando objectivos parciais, a começar pelo embate de hoje, contra o FC Porto, na Liga Intercalar. “A equipa jogava em 4x4x2 com losango e fazia transições para 4x3x3. Preciso de conhecer melhor os jogadores antes de dizer se vou mudar”, defendeu Rui Dias, enquanto o presidente Lopes de Castro anunciava o fim dos treinos à porta fechada.

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