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O Varzim rejeita a proposta da PPTV, do Grupo Controlinveste, para as transmissões televisivas da próxima época e vai apelar aos restantes clubes da Liga Vitalis para que façam o mesmo.
Em declarações à Agência Lusa, Lopes de Castro, presidente do Varzim e habitual porta-voz da Comissão de clubes da Liga Vitalis, adiantou que a oferta apresentada pela PPTV prevê a transmissão de dois jogos semanais da competição, à quinta-feira e ao domingo de manhã.
No entanto, segundo o dirigente, a PPTV - que é também accionista da Sport TV, com uma participação de 50 por cento do capital - ofereceu uma verba de 50.000 euros por época e por clube, inferior, por exemplo, aos 87.500 euros orçamentados pelos poveiros para a presente temporada.
Os 50.000 euros propostos correspondem ao "valor padrão" oferecido aos clubes da Liga Vitalis sem contrato televisivo anterior, mas, neste caso, prevê-se a cobertura de dois encontros semanais, quando atualmente apenas um é transmitido.
Para além disso, diz Lopes de Castro, a empresa pretende que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional suporte os custos operacionais das transmissões.
Segundo o líder dos lobos do mar, este é o "momento ideal" para discutir as transmissões televisivas da Liga Vitalis, já que "os 16 clubes terminam o seu contrato este ano".
"Vou sugerir que se mandate a Liga para procurar um operador que queira oferecer uma verba mais razoável", assegurou.
A Comissão de clubes da Liga Vitalis quer ainda analisar e alterar o patrocínio da competição pela marca de água mineral Vitalis.
Lopes de Castro considera "inaceitável" que cada clube receba apenas 7.500 euros por época, resultantes da venda de 100 bilhetes por jogo a 5 euros, durante 15 jornadas. "Nestes moldes, preferimos não ter patrocínio nenhum", reforçou.