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MINUTO 54
Maxi Pereira entra em “tackle” e João Mário cai. O árbitro mostra cartão amarelo ao lateral do Benfica
Cunha Antunes - É uma boa decisão de Jorge Sousa, a marcação da falta e o cartão amarelo para o jogador do Benfica, que rasteirou o seu adversário, fazendo-o cair à entrada da área. Como se tratava de uma jogada prometedora, a ação disciplinar justifica-se plenamente.
Ezequiel Feijão - Não há qualquer falta de Maxi Pereira sobre João Mário, à entrada da área. Quando o jogador do Benfica desliza no solo já o seu adversário está em queda, acabando por cair. Não foi uma boa decisão do árbitro, e a exibição do cartão amarelo também não se justifica.
Sentença R - Falta. Maxi Pereira arrisca muito com a entrada deslizante e acaba por impedir irregularmente a passagem de João Mário, que acaba por cair. Justifica-se também aqui o cartão amarelo, dada a gravidade da falta num lance à entrada da área.
MINUTO 67
Talisca entra na área com a bola controlada, mas é desarmado por William Carvalho e acaba por cair
CA - O corte é perfeitamente correto, sem que tivesse havido qualquer infração. O William Carvalho apenas tem a intenção de jogar a bola e só depois de a desviar entra em contacto com o Talisca, acabando por lhe provocar a queda. Mais uma boa decisão de Jorge Sousa.
EF - É evidente que não há qualquer falta neste lance, na área do Sporting. O contacto inevitável entre o William Carvalho e o Talisca só acontece depois de a bola ter sido jogada sem infração. Depois acontece a queda do jogador do Benfica, mas sem falta.
R - Limpo. Talisca entra na área, mas acaba desarmado por William Carvalho de forma limpa. O médio do Sporting primeiro toca na bola e só depois promove o contacto com o adversário, acabando por provocar-lhe a queda. Não há falta, boa decisão de Jorge Sousa.
MINUTO 74
Maxi Pereira disputa um lance aéreo com Nani, de braço no ar – o jogador do Sporting fica a queixar-se
CA - Não há qualquer intenção do Maxi Pereira em atingir o Nani para o magoar. O jogador do Benfica só pretendeu jogar a bola e para ganhar maior impulsão utiliza o movimento dos braços. O toque no jogador do Sporting é feito involuntariamente. Trata-se de um bom juízo do árbitro.
EF - É um toque involuntário de Maxi Pereira em Nani. Para ganhar maior impulso na vertical, o jogador tem de utilizar os braços e nesse movimento acaba por entrar em contacto com o seu adversário. Mas não há razão para marcar qualquer falta e agir disciplinarmente sobre o defesa do Benfica.
R - Arriscado. É o tipo de lance em que quem promove o contacto acaba por ser punido disciplinarmente, mas neste caso não se viu qualquer movimento ostensivo de Maxi Pereira para atingir Nani. Os braços são utilizados para ganhar maior impulsão, sem falta.
MINUTO 77
Montero levanta a bola para o interior da área, mas o assistente assinala posição irregular a Carrillo
CA -Carrillo está claramente em posição de fora de jogo. No momento do passe de Montero, o jogador do Sporting encontra-se adiantado em relação ao penúltimo defensor do Benfica. O lance não suscitou qualquer dúvida ao árbitro assistente e Jorge Sousa atendeu bem à indicação que recebeu.
EF - Boa decisão da equipa de arbitragem. Aqui também não há qualquer dúvida que Carrillo está em posição irregular no momento em que a bola lhe é passada para dentro da área. É bem visível o adiantamento do avançado do Sporting em relação à defesa do Benfica. Esteve bem Jorge Sousa.
MINUTO 90'+4
Pizzi faz uma balão para a área e os jogadores do Benfica estão em linha – Jonas, que vai jogar a bola, está atrás
CA - O jogador do Benfica que vai jogar a bola encontra-se em posição regular, não há, portanto, forade-jogo. Embora tenha sido um lance muito rápido, houve mais um bom julgamento da equipa de arbitragem ao deixar jogar na defesa do Sporting.
EF - Neste lance é também claro que não existe qualquer irregularidade. Quando a bola sai dos pés do jogador do Benfica não há fora-de-jogo de quem pretende dar seguimento à jogada. Lance bem ajuizado pelo árbitro assistente de Jorge Sousa, que deixou o jogo prosseguir.
R - Bem visto. No momento em que Pizzi pontapeia a bola não há fora-de-jogo e Jonas, o jogador que vai dar seguimento ao lance, parte visivelmente de trás. Apesar da rapidez do lance, trata-se de mais um bom julgamento da equipa de arbitragem liderada por Jorge Sousa.
MINUTO 90'+4
Antes do remate que deu o golo de Jardel, a bola ressalta em Tobias Figueiredo e vai ao braço de Jonas
CA - Parece tratar-se de um ressalto acidental. A bola bate no braço do avançado do Benfica, mas este não tem intenção de a jogar de forma irregular. O lance é extremamente rápido e não há forma de evitar o contacto da bola na mão. Não existe falta.
EF - Não há qualquer hipótese de evitar que a bola bata no braço. Trata-se de um lance em que não houve mão na bola, mas sim o contrário, bola na mão. A rapidez é tal que o jogador do Benfica não tem como evitar o contacto. Esteve bem o árbitro.
R - Involuntário. Jonas não tem forma de evitar o contacto com a bola, depois de esta ter ressaltado em Tobias Figueiredo. Uma vez que não houve intenção de jogar ilegalmente e o toque é acidental, Jorge Sousa esteve bem ao deixar seguir o lance que deu o golo do Benfica.