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Para lá de ter comentado a situação em torno de Vinícius Jr., Gianluca Prestianni falou ainda da sua realidade no Benfica e lembrou os complicados primeiros meses na Luz. Tão complicados que, assume, chegou a estar com um pé fora do clube. E aí, Ángel di María e Nicólas Otamendi foram fundamentais.
"Foi demasiado difícil. Estar longe... eu queria voltar para a Argentina. Já tinham passado os primeiros seis meses e eu já me queria ir embora. Felizmente tive as férias pelo meio, mas depois voltar foi bastante difícil. Não falava com ninguém para não mostrar à minha família que estava mal, porque eles sofrem. Mas houve uma vez que me magoei e o Ángel [Di María] viu-me triste lá no fundo, na piscina. Ele veio falar comigo e eu estava a chorar", lembrou.
"Ele ajudou-me muito. Disse-lhe que me queria ir embora para a Argentina, que já não aguentava mais. Ele convidava-me para ir jantar a casa dele com a família, com a mulher... eles ajudaram-me muito. Tanto ele como o Ota ajudaram-me imenso. Acho que é graças a eles que estou ali e agora posso estar aqui na seleção".
Sobre Otamendi, o extremo assume que tem um papel fulcral na sua vida. "Ele acompanha-me sempre no Benfica e continuo a aprender com ele. Oiço muito os seus conselhos e isso deixa-me mais tranquilo também na seleção.
Voltando ao tema familiar, Prestianni confessa fechar-se muito em si e não partilhar os seus sentimentos. "Não costumo falar com ninguém. Nem com eles [família], nem com a minha namorada. Sou uma pessoa zero demonstrativa nesse sentido, não mostro nada. Nem quando estou feliz. No máximo com os meus amigos, mas pouco. Se estou feliz ou triste, prefiro guardar para mim e desabafar sozinho. Acho que é a minha forma de ser. Não é por nada em especial, já sou assim desde miúdo e continuo a ser."
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